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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ESPORTES
Domingo, 23 de Julho de 2000, 21h:01

CAMPEONATO MATO-GROSSENSE

Sinop vence o Mixto e vai disputar o título

Esta será a terceira final consecutiva do bicampeão mato-grossense no estadual

JONAS JOZINO
Da Reportagem
O Sinop é o primeiro finalista do Campeonato Mato-grossense. Venceu o Mixto por 3 a 1 em partida onde brilharam as estrelas do meia Estrela e do goleador Índio, que marcou os três gols da vitória sinopense. Esta é a terceira final que a equipe do nortão estará disputando nos últimos três anos. O outro finalista será conhecido entre Juventude e Berga, que não jogaram ontem por falta de policiamento. O Sinop entrou em campo com apenas um objetivo, vencer por diferença de dois gols para ser finalista. E empurrado por seus torcedores começou no ataque, enquanto que o Mixto, que tinha a vantagem do empate, entrou em campo muito recuado, tentando evitar que o adversário criasse oportunidades de gols. Com isso, até aos 30 minutos o jogo era fraco, sem nenhum atrativo e até irritante com os dois times jogando no meio-de-campo e sem criar nenhuma oportunidade de gols. Aos 24 minutos aconteceu o primeiro lance de maior empolgação da partida. Mauricinho, irritado com uma falta de Funé pisa no lateral quando esteve estava no chão. O árbitro Mário Martins Rodrigues não teve dúvidas, expulsou o jogador do Sinop. Com um jogador a menos o time da casa começou a jogar melhor e a criar boas jogadas. Foi a partir daí que passou a brilhar as estrelas de Estrela, que jogou deslocado no meio-de-campo e do artilheiro Índio. Com mais espaço para trabalhar no setor Estrela comandou as principais jogadas e a fazer lançamentos precisos para o ataque. Aos 33 minutos o Sinop iniciava a caminhada rumo a decisão do estadual. Neuton parte em velocidade pelo setor esquerdo, indo até a linha de fundo. De lá cruza para a grande área. Índio, sem nenhuma marcação sobe mais que toda a zaga mixtense e cabeceia. O goleiro Alexandre ainda fez a defesa parcial. Mas Índio, oportunista teve tempo de pegar o rebote e tocar para o fundo da rede. O Mixto ao sofrer o primeiro gol começou a mostrar muitas falhas. Não estava preparado para ser ofensivo e Nildo era uma caricatura de jogador na frente, não apresentando nada de útil. O Sinop continuava sua missão de buscar o segundo gol. Aos 40 minutos fazia 2 a 0. Foi em um contra-ataque rápido iniciado exatamente por Estrela. Ele vê Índio livre na frente e faz o cruzamento. O artilheiro, sem marcação entra na área e na saída de Alexandre toca para o gol, levando o torcedor à loucura. Na fase complementar o Mixto voltou com duas modificações na tentativa de ser mais ofensivo e buscar a virada no marcador. Djalma Lima sabou Rogério Nozé, que nada apresentou em campo e colocou Odenílson e tirou Adriano, o melhor do ataque para colocar Toninho. As mudanças não surtiram efeito. O Sinop continuava no ataque, criando uma oportunidade atrás da outra. Mas parava nas boas defesas do goleiro Alexandre, o único jogador mixtense que se empenhou em campo. Mas o Mixto, apesar da pouca objetividade de seus jogadores de meio-de-campo e ataque ainda conseguiu fazer seu gol de honra. Foi aos 29 minutos com Toninho, em uma falha do sistema defensivo do Sinop. A torcida Boca Suja, que foi até o nortão do Estado apoiar o time da capital estava comemorando o gol que levaria a decisão para os pênaltis, quando o Sinop estragou a festa fazendo o seu terceiro gol. Novamente Estrela comandou a jogada, driblando um adversário e saindo em velocidade para tocar para Índio, que mais uma vez sem marcação, teve o trabalho de apenas esperar a saída do goleiro para marcar. Com a vantagem de 3 a 1, resultado que lhe garantia presença nas finais do campeonato mato-grossense, o Sinop passou a administrar a partida enquanto que o Mixto, perdido em campo, não conseguia articular uma única jogada que pudesse levar perigo ao gol de Agnaldo. O resultado foi justo para uma equipe que neutralizou as jogadas táticas do adversário e que poderia Ter vencido por um placar ainda mais dilatado. SINOP – 3 Agnaldo; Saci (Silva), Dimarcellus, Paraúna e Suliman; Carlinhos (Tiganá), Elias, Estrela e Mauricinho; Neuton e Índio (Everaldo). Técnico – Nilo Neves MIXTO – 1 Alexandre; Funé, Leandro, Gonçalves e Renatinho; Clebinho (Carlos Eduardo), Rodrigo Nozé (Odenilson), Roberto Alves e Adriano (Toninho); Nelsinho e Nildo. Técnico – Djalma Lima Gols – Índio, aos 33 e 40 minutos do primeiro tempo e Toninho, aos 29 e Índio, aos 30 minutos do segundo tempo Árbitro – Mário Martins Rodrigues Renda – R$ 6.277,00 Público – 1.256 pagantes Cartão vermelho – Mauricinho (Sinop)

Edição edição 16957




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