ESPORTES
Domingo, 23 de Julho de 2000, 20h:56
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CAMPEONATO MATO-GROSSENSE
Sem policiamento, jogo entre Juventude e Berga é cancelado
O jogo seria o terceiro entre as duas equipes para definir quem fará a final com o Sinop
MÁRCIA MARAFON e ROSIVALDO SENNA
Enviados a Primavera do Leste
Por falta de policiamento o jogo marcado para ontem, em Primavera do Leste, entre Juventude e Berga, não foi realizado. Esta partida, que estava prevista para sexta-feira, foi adiada para ontem, também por falta de policiamento. O jogo seria o terceiro entre os dois clubes para a definição de quem enfrentará o Sinop na decisão do Campeonato Mato-Grossense/2000. A direção do Berga disse que vai tentar junto a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) a transferência do jogo para Cuiabá. Alega que o Juventude não fez qualquer esforço para a realização do jogo. Cerca de 600 torcedores, que foram impedido de entrar no estádio, ficaram revoltados e denunciaram uma armação por parte dos dirigentes do Juventude. Alguns deles alegaram que para o Colorado, por ter jogadores com idade mais avançada teriam sérias dificuldades contra a garotada do Berga. CULPA A direção do Berga culpou a diretoria do Juventude pela não realização do jogo, alegando que ela teve o tempo necessário para garantir o policiamento na praça esportiva e não o fez. O Berga, citando o regulamento da competição, disse que irá intervir na FMF para que a partida seja realizada em Cuiabá. O regulamento diz que caso o time com mando de campo não dê condições para que a partida seja realizada, ele perde o direito, disse um diretor, acrescentando que ainda na sexta-feira, quando da realização da primeira partida em Primavera do Leste, quando o Juventude venceu o Berga por 2 a 1, a diretoria do time da casa já sabia que não haveria policiamento para ontem. Cerca de 30 minutos antes do começo da partida foi que a direção do Juventude tratou de providenciar segurança para o jogo, sendo que já sabia que a Polícia Militar não compareceria. Aí saíram atrás de Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, sem sucesso, disse José Pereira, coordenador da torcida Bergomania. JUIZ O árbitro da partida, Jamil Rodrigues, disse que procurou de todas as formas realizar o jogo, dentro da legalidade. Pedi para que providenciassem pelos menos seis policiais militares fardados ou o mesmo número de policiais civis, desde que usando coletes. Como não foi providenciado, não teria como realizar o jogo. Não era um jogo qualquer, disse Jamil Rodrigues. Após a confirmação de que não haveria policiamento, Jamil Rodrigues descartou qualquer possibilidade de sua realização. Defendeu-se até de um diretor do Berga que criticou o fato dele não ter entrado em campo com as equipes para fazer o cancelamento de forma oficial. Não havia necessidade da minha presença em campo, devidamente uniformizado, já que não houve sequer a súmula da partida. O jogo não foi cancelado. Ele simplesmente não existiu, afirmou o juiz Jamil Rodrigues. TORCIDA Vários torcedores, que sequer tiveram acesso à bilheteria do estádio, fizeram sérias denúncias contra os dirigentes do Juventude. Para eles tudo não passou de uma armação, já que o time não teria pernas para outra partida um prazo de 23 horas e meia. Já os torcedores do Berga alegaram prejuízos financeiros e falta de respeito dos dirigentes do Juventude. Já a diretoria do Colorado se eximiu de qualquer culpa, para quem o jogo só não foi realizado devido a greve dos policiais militares, que inviabilizou o policiamento no estádio.