ESPORTES
Sábado, 26 de Julho de 2008, 13h:04
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MENINAS DO VÔLEI
Seleção se diz pronta para jogar
BRUNO LOUSADA
Da Agência Estado - Rio
Poucos atletas brasileiros têm oportunidade constante de competir na China, como é o caso da seleção feminina de vôlei. Nas últimas temporadas, as meninas estiveram pelo menos uma vez ao ano no país que abrigará os Jogos Olímpicos para disputar o Grand Prix, no qual conquistou o sétimo título neste mês. E elas já sabem como "sobreviver" em Pequim. Por causa da "diferente" comida chinesa, algumas jogadores já apelaram para o famoso jeitinho brasileiro: vão levar nas malas carne e feijoada enlatada para não passar fome. "Eu não tenho frescura. Como até bicho estranho, sem nenhum problema. Mas algumas meninas chegam a sentir mal ", declarou a ponta Mari, durante o treinamento da seleção, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema (Região dos Lagos). Para ela, o funcionamento da cozinha internacional na Vila Olímpica não é a solução do problema. O motivo: a comida, embora seja mais familiar, é gordurosa, apimentada e cheia de óleo. "Não se vive na China. Sobrevive-se literalmente". Na visão do técnico José Roberto Guimarães, o Brasil leva vantagem em relação aos rivais por estar "mais acostumado" aos costumes e ao fuso horário do país. Passar sufoco não é novidade para a seleção. As meninas sofreram durante a etapa atual do Grand Prix realizada no Vietnã, país localizado no sudoeste asiático e que, desde 1941, possui muitas cicatrizes deixadas pelas guerras. Por um dia, elas dormiram num hotel sem a menor condição de higiene, cuja diária individual custava US$ 10. "Tinha barata e muita sujeira. Além disso, não havia energia elétrica nem água potável. Teve gente que não dormiu", contou Mari, sem nenhum constrangimento. A palavra superação nunca esteve tão em moda na seleção.