NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 25 de Junho de 2022

ESPORTES
Sábado, 14 de Maio de 2022, 00h:00

CAMPEONATO BRASILEIRO

Paulistas, Flamengo e Cruzeiro já conversam com Globo sobre direitos de TV da Libra em 2025

Representante tem tratativas com presidente da emissora, em movimento que reforça divisão na liga

ALEX SABINO
Da Folhapress - São Paulo
Paulistas, Flamengo e Cruzeiro já conversam com Globo sobre direitos de TV da Libra em 2025

Apesar das divergências entre os clubes que negociam para formar a Libra, nova liga de clubes brasileira, uma parte deles já conversa com o Grupo Globo sobre os direitos de transmissão do torneio a partir de 2025.

Um dos responsáveis pela redação do estatuto teve encontro com Paulo Marinho, presidente do conglomerado, e tratou sobre o interesse em comprar os jogos da Libra. O atual contrato de televisionamento, que tem a Globo como compradora, termina em 2024.

A iniciativa da negociação partiu de grupo que reúne os paulistas (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Red Bull Bragantino), Flamengo e Cruzeiro. O Vasco também começou a se alinhar com eles.

Existe a disposição em marcar uma reunião entre os presidentes dos times e executivos da emissora para as próximas semanas. A vontade das agremiações é fomentar a competição entre possíveis empresas interessadas e maximizar o valor. Embora tenha revisto sua estratégia de pagar alto valor pelos direitos de transmitir torneios esportivos, a Globo tem a manutenção do Brasileiro (e da nova liga de clubes) como prioridade.

Procurado, o Grupo Globo não se manifestou até a publicação deste texto.

As conversas marcam mais um ponto de divisão entre os 40 times que compõem as séries A e B do atual Campeonato Brasileiro nas tratativas para a composição da liga. Várias das outras 33 agremiações não subscreveram ou foram informadas da conversa sobre o contrato de televisionamento para 2025.

A principal questão continua sendo a divisão do dinheiro. Esse grupo insiste que os recursos da liga sejam repartidos no sistema 45-25-30. Isso significaria que 45% seriam distribuídos em partes iguais, 25% de acordo com a classificação no campeonato e 30% segundo uma série de variáveis como exposição, partidas transmitidas e presença nos estádios.

A interlocutores, dirigentes dos paulistas e do Flamengo dizem estar dispostos a levar adiante a ideia de liga de forma independente dos demais, com a certeza de que depois os concorrentes se juntariam a eles.

Os presidentes dessas agremiações, mais Cruzeiro e América-MG, assinaram o estatuto que, segundo outros cartolas ouvidos pela Folha, não prevê a divisão do dinheiro. Essa parte ficaria a ser negociada depois.

No último dia 3, em reunião dos 40 clubes, foi apresentado o documento, mas todos foram avisados de que o texto estava pronto e não deveria ser discutido. Isso irritou profundamente a maioria dos dirigentes presentes.

O movimento "Futebol Forte", que reúne 14 equipes, considera que a criação da liga esteja ocorrendo de cima para baixo. Reclama que não é uma negociação, é uma imposição pretendida pelos clubes paulistas mais o Flamengo.

O temor é que depois essas seis agremiações vão forçar para receber mais dinheiro do que as demais, caso a divisão não esteja estipulada em estatuto.

O "Futebol Forte" é composto por Athletico, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Ceará, Coritiba, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional e Juventude. Seus dirigentes, especialmente o mandatário do Athletico, Mario Celso Petraglia, foram os que mais contestaram os termos da reunião.

O "Futebol Forte" reivindica que a repartição dos recursos arrecadados pela liga seja no 50-25-25.

Há também a divisão entre os que acham que todas as pendências devam ser resolvidas antes da constituição formal da liga e os que querem torná-la um fato concreto e dirimir as divergências depois.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
Os casos de infecção por Covid voltaram a crescer em Mato Grosso. De quem é a culpa?
Do Poder Público, que "liberou geral" quando a pandemia diminuiu
De parte da população, que desconsiderou a necessidade da vacinação
Da Saúde Pública, que não intensifica campanha de conscientização
Das prefeituras, que decretaram o fim da obrigatoriedade das máscaras
PARCIAL