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Segunda-feira, 01 de Março de 2010, 21h:59

SANTOS

Neymar garante que não é abusado

O ataque santista ainda aproveitou para sobre o chapéu que deu no zagueiro Chicão, no clássico contra o Corinthians

SANCHES FILHO
Da Agência Estado – Santos, SP
Figura central da vitória do Santos no clássico de domingo passado contra o Corinthians, Neymar disse ontem que não se considera um jogador abusado e repetiu que ele e os companheiros não têm medo de ameaças. O maior destaque do Campeonato Paulista cobrou bem o pênalti defendido por Felipe, aos 5 minutos do primeiro tempo, fez o primeiro dos dois gols do time e deu o passe para André marcar o segundo, mas o seu lance mais comentado após a partida não teve influência no placar. Foi o chapéu que ele deu em Chicão, com o jogo paralisado. "Foi errado o chapéu com o jogo parado, mas senti vontade na hora", respondeu, rindo, ontem, em entrevista à TV Globo. Neymar confirmou que o técnico Dorival Júnior chamou a sua atenção pelo desrespeito ao zagueiro, mas disse que não se considera um jogador abusado. Com relação às ameaças que recebeu dos corintianos, Neymar não se mostra preocupado. "É como o André disse: quanto mais ameaçam, mais a gente vai pra cima. Eu não me acho abusado. Sou ousado e sempre tento fazer algo diferente. Se fizer só coisas normais, o jogador não aparece", afirmou. Ao apresentar o 11º santista da temporada, o volante Rodriguinho, nesta segunda à tarde, no CT Rei Pelé, o gerente de futebol, Paulo Jamelli, contestou a declaração do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, de que o juiz José Henrique de Carvalho teria dito, antes do jogo, que o Santos vai ser campeão e que prejudicou o seu time. "Respeito as opiniões do Mano e do Andrés, mas o futebol tem regras que o juiz é obrigado a respeitar. E também houve faltas a favor do Santos que não foram marcadas", afirmou o dirigente. Jamelli afirma que, apesar da alegria que os novos Meninos da Vila Belmiro demonstram nos jogos, e da badalação em torno da equipe, a situação está sob controle. "A euforia é só do vestiário para fora. Internamente, todos temos a consciência de que ainda não ganhamos nada e que teremos que continuar suando muito para chegar entre os quatro das semifinais." O dirigente disse ainda que Dorival Júnior e a comissão técnica estão se precavendo antes que os problemas e os erros possam acontecer, referindo-se ao que aconteceu em 1995, quando o time santista, em que jogava, deu show no Campeonato Brasileiro, mas perdeu o título para o Botafogo. "Aquela equipe está longe no tempo, mas perto na memória do torcedor. Até palmeirenses, corintianos e são-paulinos torciam por nós. Nosso time era ofensivo e jogava bonito como o de agora. Tomava três gols e fazia cinco. Jogava bonito, mas acabou não ganhando nada. A equipe de agora já ganhou jogando feito", lembrou. Rendendo-se - O Santos passou com relativa facilidade teste de fogo, ao derrotar o experiente Corinthians, time formado basicamente por jogadores campeões, domingo à tarde, na Vila Belmiro. E, com apenas um restrição: poderia ter levado o jogo mais a sério e goleado o seu maior rival, após as expulsões de Moacir e Roberto Carlos. Mas como cobrar mais de uma equipe que do meio para frente tem apenas garotos e mesmo assim não para de crescer no Estadual? Na temporada, já são 10 vitórias em jogos oficiais - nove pelo Paulistão - e apenas um empate e uma derrota, nas segunda e terceira rodadas da competição. Com 28 pontos, o Santos continuará líder mesmo se perder do Paulista, quinta-feira, em Jundiaí, e os seus concorrentes mais próximos vencerem na rodada. Além dos quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder Santo André e oito à frente do quarto colocado, o São Paulo, os santistas têm o melhor ataque do Paulistão, com 29 gols, em 11 rodadas. Só no quesito de gols sofridos, o Santos, com 11 - média de um por jogo - não é o melhor, ficando atrás do Botafogo (sete) e Corinthians (nove). "Nosso time é aquilo que vimos no primeiro tempo (do jogo de domingo): compacto, que sabe tirar os espaços do adversário e sair velozmente e com qualidade para ataque", definiu o sério Dorival Júnior, pouco dado aos elogios. "Mas, temos que manter a seriedade em busca da classificação", emendou o treinador.

Edição EDIÇÃO 16958




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