Mano Menezes experimenta valorização com liderança
VÍTOR MARQUES
Da Agência Estado São Paulo
Se Mano Menezes fosse demitido hoje, poderia arrumar emprego no dia seguinte. O interesse de clubes do Brasil e de fora e a chance de suceder Dunga na seleção brasileira fazem dele um dos treinadores mais valorizados do País - se não o mais. E há um mês ele esteve com a cabeça à prêmio no Corinthians. A eliminação na Libertadores para o Flamengo fez com que dirigentes, tanto da situação quanto da oposição, conselheiros e torcida organizada exigissem a demissão do treinador. O presidente Andrés Sanchez bancou o treinador, que ganhou uma renovação de contrato, até o final de 2011. "O Mano não sai, é o nosso treinador", garantiu. Após a eliminação, um outro clube paulista já sondava o treinador do Corinthians. Era o São Paulo, então insatisfeito com o trabalho de Ricardo Gomes. Na semana passada, dois outros clubes colocaram Mano Menezes na pauta. O Internacional, que demitiu Jorge Fossati, e o Porto, que rescindiu o contrato de Jesualdo Ferreira. Após a vitória sobre o Santos, no último domingo, Mano Menezes comentou sobre o interesse do Porto, mas garantiu que não deixa o Corinthians. Dirigentes lidados ao presidente garantem que Mano Menezes jamais trocaria o Corinthians por outro clube do País neste momento. Mas ninguém coloca a mão no fogo se houver, de fato, uma proposta oficial de um clube da Europa. Quando o treinador renovou seu contrato, manteve as mesas cláusulas de rescisão: não há multa se ele fora para o futebol europeu ou comandar uma seleção nacional. Esses são os dois desejos do treinador. E o que está mais perto é o de dirigir uma seleção. E não qualquer uma: a seleção brasileira, como já revelou a Agência Estado na semana passada. Mano Menezes é candidato à sucessão de Dunga. O cabo eleitoral de Mano Menezes na CBF é Sanchez, chefe da delegação brasileira na África do Sul e com bom trânsito com Ricardo Teixeira. A campanha do Brasil na Copa pode definir se Mano continua ou não no Corinthians.