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ESPORTES
Sábado, 03 de Julho de 2010, 17h:25

JOGO SOFRÍVEL

Mais uma vez Villa garante a Espanha

Agora com cinco gols, o artilheiro confirmou a presença dos espanhóis em uma semifinal e será contra a sensação Alemanha

FELIPE MENDES
Da Agência Estado - São Paulo, SP
Em jogo marcado por dois pênaltis desperdiçados, a Espanha contou novamente com um gol salvador de David Villa para derrotar o Paraguai, por 1 a 0, no Estádio Ellis Park, em Johannesburgo, e garantir a classificação para a semifinal da Copa do Mundo da África do Sul. Os espanhóis terão pela frente a Alemanha, que despachou a Argentina mais cedo. O gol, sofrido, foi marcado aos 38 minutos do segundo tempo. Villa, artilheiro do Mundial, acertou as duas traves antes de balançar as redes. Antes, Cardozo e Xabi Alonso desperdiçaram cobranças de pênaltis no início da etapa final, muito movimentada depois de um fraco primeiro tempo. Com o resultado, a Espanha chegou a uma semifinal de Copa pela primeira vez e igualou a campanha do Mundial de 1950, quando terminou em quarto lugar - na ocasião, não havia semifinal, apenas um quadrangular final. O Paraguai, por sua vez, encerrou a participação na África do Sul com sua melhor campanha da história. Os espanhóis agora vão enfrentar a Alemanha, na quarta-feira, às 14h30, em Durban, em uma reedição da final da Eurocopa de 2008. A Espanha venceu por 1 a 0, com gol de Fernando Torres, e conquistou o título. O JOGO - O último confronto das quartas de final desta Copa teve um início inesperado ontem. Sem mostrar intimidação com o favorito do rival, o Paraguai foi para o ataque tentar surpreender a Espanha. E criou o primeiro lance de perigo antes de completar o primeiro minuto de jogo, com Santana. O goleiro Casillas fez a defesa com tranquilidade. O time sul-americano se manteve no ataque, com até oito jogadores no campo do adversário, o que dificultou a saída de bola da Espanha, atordoada pela estratégia do rival. Sem alternativas, Casillas com frequência "armava" as jogadas com chutões assustados para frente. Dessa forma, a bola não chegava a Iniesta e Xavi, os armadores do time. A situação deixou a Espanha em uma situação inédita nesta Copa. Pela primeira vez, o time de Del Bosque sofreu pressão do adversário, ao invés de protagonizar os lances ofensivos da partida. Riveros deu o segundo susto na defesa espanhola, ao completar cruzamento de cabeça para fora, aos 8 minutos. Alcaraz também tentou uma cabeçada, mas não alcançou a bola, aos 20. Os espanhóis só entraram no jogo a partir da metade do primeiro tempo. E os favoritos ao título passaram a impor o seu estilo, com muito toque de bola no meio-campo. A troca de bolas, porém, deu poucos resultados antes do intervalo. O time europeu só ameaçou o gol de Villar em chutes de longa distância. No mais perigoso, Xavi ajeitou bonito antes da entrada da área e bateu de primeira, por cima do travessão, aos 28. Apesar do domínio espanhol, os paraguaios não pararam de dar sustos. Valdez e Cardozo, que começaram como titulares nas vagas de Santa Cruz e Barrios, criavam as principais chances de gol. Na melhor delas, Valdez completou cruzamento da esquerda e mandou para as redes. O árbitro, porém, assinalou impedimento e anulou o gol, aos 40 minutos. O segundo tempo começou morno, com poucas tentativas de ambos os lados. O jogo só melhorou a partir dos 11 minutos, quando Piquet fez falta em Cardozo dentro da área. O árbitro Carlos Bartes, da Guatemala, assinalou o pênalti. Na cobrança, o mesmo Cardozo bateu mal quase no meio do gol e facilitou a defesa de Casillas, que evitou o gol. Na sequência do jogo, Alcaraz fez falta em David Villa dentro da área e o árbitro marcou outra penalidade. Xabi Alonso foi para a cobrança e balançou as redes. Mas Carlos Bartes mandou voltar porque o ataque espanhol invadiu a área antes do chute. Alonso repetiu a cobrança, mas desta vez parou nas mãos do goleiro Villar, aos 17. As duas penalidades desperdiçadas esquentaram a partida, cada vez mais franca. Os dois times passaram a atacar mais, embora os goleiros não tenham trabalhado muito. A Espanha manteve o domínio, inclusive com as melhores chances de gol, graças a uma maior movimentação do seu meio-campo. Xavi, um dos destaques da equipe, criou duas chances seguidas de gol, aos 26 e aos 28. Na primeira, ele cobrou falta na área e quase acertou o gol de Villar. A bola passou rente à trave esquerda. Na segunda, arriscou de longe e mandou para fora. Depois de seguidas tentativas, a Espanha finalmente chegou ao gol da vitória, com um lance "chorado". Aos 38 minutos, Iniesta avançou pelo meio e rolou para Pedro, que acertou a trave. Villa pegou o rebote e mandou para as redes. Antes de entrar, a bola chegou a acertar as duas traves. O atacante alcançou o seu quinto gol e se isolou na artilharia do Mundial. PARAGUAI – 0 Villar; Veron, Alcaraz, Da Silva, Morel; Santana, Cáceres (Barrios), Riveros, Barreto (Vera); Cardozo e Valdez (Roque Santa Cruz). Técnico: Gerardo Martino. ESPANHA – 1 Casillas; Sergio Ramos, Pique, Puyol (Marchena) e Capdevila; Xabi Alonso (Pedro), Xavi, Iniesta e Busquets; Fernando Torres (Fábregas) e David Villa. Técnico: Vicente del Bosque. Gol - David Villa, aos 38 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos - Alcaraz, Morel, Cáceres e Santana (Paraguai); Piquet e Busquets (Espanha). Árbitro - Carlos Bartes (Guatemala). Público - 55.359 espectadores. Local - Estádio Ellis Park, em Johannesburgo (África do Sul).

Edição EDIÇÃO 16958




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