Os altos custos necessários para a realização dos Jogos Olímpicos colocaram em xeque a decisão do governo grego de organizar o evento. Segundo notícia publicada ontem no diário ateniense Kathimerini, o ministro da economia e das finanças Giorgios Alogoskoufis disse que a missão de sediar os jogos não foi "uma escolha sábia". "Já estamos com empréstimos de 30 bilhões de euros apenas em 2004. Vamos reavaliar nossa situação econômica depois de agosto", afirmou o ministro Alogskoufis. Para o premiê Costas Karamanlis, a política econômica deve tomar novos rumos em setembro. O premiê preferiu, no entanto, minimizar os danos provocados pelos gastos excessivos com os Jogos. Na opinião do ministro de infra-estrutura Giorgos Souflias, o povo deve ser informado da real situação do endividamento do país. "A festa acabou", disse, criticando a gestão do dinheiro público e a decisão precipitada da gestão anterior do governo grego de candidatar-se à organização da Olimpíada. A presidente do comitê organizador dos Jogos, Gianna Angelopoulos, afirmou que os benefícios para a Grécia serão maiores que os custos. "Não é possível ignorar que estaremos no centro do mundo por causa da Olimpíada", afirmou.