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ESPORTES
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006, 21h:06

GINÁSTICA

Ginastas brasileiros confiam em medalha

Daiane dos Santos e Laís Souza são as favoritas entre as mulheres e Diego Hypólito promete ser a sensação da Copa

O Brasil terá quatro ginastas na Super Final da Copa do Mundo de Ginástica, que acontece hoje e amanhã, no Ginásio do Ibirapuera, São Paulo. A competição reúne os oito melhores atletas da temporada em cada aparelho e terá os brasileiros Diego Hypólito, Daiane dos Santos, Laís Souza e Daniele Hypólito. Daiane e Laís aparecem como favoritas na prova de solo. Além disso, elas prometem novidades em suas apresentações para poderem aumentar suas chances de medalha. Daiane optou por apresentar pela primeira vez o movimento Tsukahara esticado, que consiste em um duplo mortal esticado, com uma pirueta no primeiro mortal. "Aumentará muito as minhas chances de vencer aqui", admitiu a ginasta, que também disputará a prova das barras assimétricas, por conta da desistência de uma competidora (Terin Humphrey, dos EUA), mas tem poucas chances nela. Laís é outra ginasta que terá novidades no solo: pretende inverter a primeira e a segunda passada para conseguir melhor execução de movimentos. Mas ela também tem boas chances de medalha na prova do salto. "Será uma competição difícil, mas as chances são boas", afirmou. Daniele Hypólito, por sua vez, compete em três finais: solo, barras assimétricas e trave. E sua melhor chance de medalha é na trave. "Ginástica é momento e estou me sentido bem" avisou. Já no masculino o único representante brasileiro é Diego Hypólito. Ele disputa as finais do solo e do salto, ambas como favorito. "Tenho boas chances", reconheceu o ginasta. Rival - Campeã mundial das barras paralelas assimétricas, a britânica Elizabeth Tweddle é a principal rival de Daniele Hypólito e Daiane dos Santos hoje, na final do aparelho. O programa das finais terá início às 15 horas. Aos 21 anos, a ginasta nascida em Liverpool, atravessa a melhor fase de sua carreira. Venceu o Mundial da Dinamarca, em Aarhus, em outubro. Em sua primeira Super Final de Copa do Mundo, competindo em seu país, na cidade de Birmingham, ela ficou com a medalha de prata. Agora, quer o título para fechar o ano com chave de ouro. "Estou muito bem para a final das barras. Tive um ano excelente" diz a atleta que de 1998 para cá vem lutando contra contusões. "Fiz cinco cirurgias no pé esquerdo. E tenho três pinos. Às vezes meu pé dói. Mas já me acostumei com a dor. Faz parte da minha rotina de atleta", acrescenta. Sua força física e altura destoam das demais ginastas da competição. A garota tem 1,59m e 52 quilos. Para efeito de comparação, Daiane mede 1,46m e 41,8 quilos, enquanto a chinesa Fei Cheng, grande estrela da competição, ostenta 1,51m e 41 quilos. Tweddle garante que esses fatores não a atrapalham. Nem mesmo suas pernas mais compridas que as das concorrentes são empecilho nos exercícios de ligação da barra menor para maior. "Será uma prova muito difícil. A Daniele tem uma série muito forte também" avaliou a atleta.

Edição edição 16957




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