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Terça-feira, 20 de Julho de 2010, 20h:18

Felipe reclama de assédio moral e pede a sua rescisão

FÁBIO HECICO
Da Agência Estado – São Paulo, SP
A relação entre Felipe e Corinthians, que nunca foi das melhores, azedou de vez. Clube e goleiro travam guerra fora dos campos por causa de um eventual rompimento de contrato, que vai até dezembro de 2011. A briga chegou ontem ao Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo com o pedido de rescisão por parte do atleta, negado pelo presidente Andrés Sanchez. Empresários do ex-camisa 1 acusam o Corinthians de "assédio moral", impossibilitando-o de treinar com bola e no campo - vinha fazendo apenas exercícios físicos na Academia do Parque São Jorge. O clube garante não estar agindo de má-fé com Felipe, mas o colocará para trabalhar, sozinho, no CT de Itaquera. Com sete jogos realizados neste Campeonato Brasileiro, o goleiro não pode defender outro clube da Série A. Ou muda de ares e atua no exterior ou acerta com times da Série B, algo descartado por ele. Magoado, Felipe não vestirá mais a camisa alvinegra. Por vontade própria e por retaliação dos dirigentes, que o querem distante do Parque São Jorge, apesar de não aceitarem romper o contrato sem compensação financeira. O novo capítulo da novela entre goleiro e clube começou ontem, com acusações e via notas oficiais. "Na manhã da segunda-feira, nos reunimos com o Corinthians para, amigavelmente junto ao presidente Andrés Sanchez, acertar a rescisão de contrato do Felipe, uma vez que o atleta está, claramente, sendo vítima de assédio moral em seu trabalho. Felipe está publicamente fora dos planos da comissão técnica, sendo obrigado pelo clube a treinar em horário separado dos demais atletas e sem ter acesso ao campo de treino", disseram os representantes do goleiro, por meio de nota divulgada no site do jogador. "Entretanto, o Corinthians não aceitou nenhum tipo de acordo conosco". SEM CONVERSA - O Corinthians, também em nota, garante que fará valer o direito do contrato assinado até 31 de dezembro de 2011 e não abrirá mão de "um verdadeiro patrimônio". "O Corinthians conta e sempre contou com o Felipe. Ocorre que, mal orientado, o goleiro chegou a se despedir de seus colegas antes mesmo que seus empresários trouxessem a propalada proposta para que o atleta se transferisse ao clube italiano Genoa. Frustrada a negociação, o Corinthians já havia contratado outro goleiro (Bobadilla). De qualquer forma, Felipe segue sendo funcionário do clube e deve cumprir os treinamentos que lhe são determinados", rebateu o clube. A confusão entre o goleiro e o clube começou no dia 22 de junho, quando o goleiro informou à diretoria ter uma proposta do Genoa e pediu para ser negociado. O acordo seria de empréstimo por um ano. Felipe, na intertemporada em Águas de Lindoia, chegou a se despedir dos companheiros e acabou cortado do grupo que disputaria um torneio em Londrina. O sonho de jogar na Itália, porém, ruiu com a mudança da legislação italiana, reduzindo o número de extracomunitários por clube em seus campeonatos de dois para um. Sem passaporte extracomunitário, o goleiro viu o Genoa anunciar a desistência de sua contratação. O Corinthians, nesse período, acertou com o paraguaio Bobadilla e Felipe passou a não fazer mais parte dos planos de Mano Menezes.

Edição EDIÇÃO 16958




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