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ESPORTES
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 21h:03

COSTA DO MARFIM

Eriksson elogia brasileiros

ALMIR LEITE
Da Agência Estado - Vanderbijpark, África do Sul
O técnico da seleção brasileira, Dunga, tem os seus admiradores, que vez ou outra se manifestam. Um deles vai encontrá-lo no domingo, no estádio Soccer City. É Sven-Goran Eriksson, treinador da seleção da Costa do Marfim. O sueco comandou o agora adversário nos tempos em que ambos trabalharam na Fiorentini. Garante que naquela época o então jogador era fundamental para sua equipe. Eriksson disse que a presença de Dunga era marcante. "Mesmo como jogador ele se comportava como um técnico em campo. Orientava os companheiros. Era um líder", recordou. Os dois conviveram no time italiano durante a temporada 1988/89. Ele chegou a comparar Dunga com Falcão, a quem dirigiu na Roma, no início da década de 1980 do século passado. Mas, não há motivo para sustos. Referiu-se ao comportamento de ambos como jogadores e não à técnica - embora entende que Dunga sabia tratar bem a bola. "Eram inteligentes, líderes. Eram como treinadores em campo. Nesse sentido, foram (jogadores) parecidos", disse. Ontem, o sueco não analisou o trabalho de Dunga como treinador - o gaúcho está há quase quatro anos à frente da seleção brasileira e, pelo menos do ponto de vista de resultados, tem retrospecto muito bom. Durante a fase de preparação marfinense na Suíça, no entanto, dissera que Dunga "estava fazendo um excelente trabalho" e o elogiou por impor sua filosofia de jogo à equipe pentacampeã mundial sem se importar com as críticas recebidas. Eriksson jogou o favoritismo, na partida de domingo, para a seleção do ex-comandado, e praticamente confirmou que vai privilegiar a defesa. "Não podemos deixar de atacar. Vencer o Brasil será fantástico, mas um empate não será ruim". Em seguida, disse que, em comparação com a partida de estreia contra Portugal, que não saiu do 0 a 0, "será preciso aproveitar melhor os contra-ataques". DROGBA, O TERROR - Ao contrário do que afirmava na terça-feira, logo após o jogo contra os portugueses, Eriksson não confirmou, ontem, a escalação de Drobga desde o início. É isso, porém, que deverá fazer. "Não se surpreendam se jogar. Espero que comece. Vai ser muito bom para nós". Ele acredita ter razões de sobra para escalar o artilheiro, que treinou normalmente e parecia feliz, na quinta-feira. "Se alguém perguntar a qualquer zagueiro se prefere jogar contra Drogba, a resposta vai ser fácil", disse o treinador marfinense acrescentando que o astro do Chelsea é um grande goleador, é muito forte e pode disputar bolas pelo alto com qualquer zagueiro: "O respeito dos jogadores é diferente". Drogba já garantiu que começa jogando, pois a tala que protege seu antebraço operado não causa incômodo. E acredita que a Costa do Marfim terá um 12.º jogador contra os brasileiros: os torcedores africanos. "Contra Portugal, a torcida nos apoiou. Espero que faça o mesmo contra o Brasil. A nossa missão em campo é jogar bem para trazê-los para o nosso lado", proferiu. HISTÓRIA - Sven-Goran Eriksson vai ter a seleção brasileira no caminho pela segunda vez em uma Copa do Mundo. Na primeira, ele se deu mal. Foi um 2002, na competição disputada na Coreia do Sul e no Japão. À época, treinava a Inglaterra. O duelo foi pelas quartas de final e a derrota por 2 a 1 mandou os ingleses de volta para casa. Naquela partida, disputada na cidade japonesa de Shizuoka, os ingleses começaram ganhando com um gol de Owen, após falha de Lúcio. Rivaldo empatou ainda no primeiro tempo; na etapa final, Ronaldinho Gaúcho, de falta, deu a vitória aos brasileiros. O sueco, porém, diz que nem por isso sente uma motivação maior em relação ao jogo de domingo. "Não penso no que passou. Minha confiança (num bom resultado) se dá pela boa equipe que comando", finalizou.

Edição EDIÇÃO 16958




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