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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ESPORTES
Domingo, 23 de Julho de 2000, 20h:56

Diretoria do Berga quer a partida em Cuiabá

MÁRCIA MARAFON
Da Reportagem
E parece mesmo que a partida entre Juventude e Berga, que decidirá o finalista para disputar o título com o Sinop, está encantada. Ontem, mais uma vez, o jogo não aconteceu e por um motivo já conhecido: a falta de policiamento. Nesta história o time cuiabano é quem está saindo no prejuízo. Porque por mais que o Juventude gaste, está em casa. Ao contrário do Berga que, desde sexta-feira está pagando hotel para 25 pessoas, entre jogadores e comissão técnica, e ainda não sabe se fica ou sai fora da decisão do campeonato. O técnico do Berga, Éder Taques, após tomar conhecimento de que o jogo não seria realizado, disse que o clube poderá pedir reversão de campo. “Já está provado que aqui não tem policiamento. Se esta paralisação continuar quando vamos terminar este campeonato? O Berga está pensando em pedir reversão de campo junto à Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), porque em Cuiabá, nós garantimos a segurança.” Éder Taques acusou a diretoria do Juventude de não estar se empenhando para que o jogo acontecesse em benefício próprio. “Eles querem deixar o jogo para ser disputado terça-feira, que é feriado municipal e porque os jogadores precisam descansar. Eles não se empenharam para que o jogo fosse realizado.” Já o presidente, Éttore Bergamaschi afirmou que vai esperar por uma solução da FMF e quer saber quem vai ajudar nas despesas do time. “O culpado de tudo isso é o Juventude, que deixa para correr atrás de segurança em cima da hora. Este campeonato está uma bagunça. Quem é que vai ajudar o Berga nas despesas por estes três dias? Vamos esperar por uma decisão acertada da FMF.” O diretor do Juventude se defendeu garantindo que fez o possível para que o jogo acontecesse. “Confiamos na Polícia Militar e nenhum soldado apareceu. Procuramos por policiais civis e homens do Corpo de Bombeiro, ninguém veio para fazer o policiamento. Vamos ver o que será resolvido na FMF.” O técnico, Carlos Gallo, sempre reservado, disse que espera providências para que o campeonato termine com tranqüilidade. “Espero que tomem alguma resolução. A FMF e os dirigentes dos dois clubes, precisam fazer uma reunião para ver o que pode ser feito, levando em conta a hipótese da polícia continuar paralisada.”

Edição edição 16957




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