ESPORTES
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 20h:58
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Com derrota, franceses ficam na dependência de um milagre
Um empate na última rodada do Grupo A, entre México e Uruguai, vai colocar um ponto final nos sonhos de França e África do Sul nesta Copa do Mundo. Se as vuvuzelas vão se calar para alívio geral, a Marselhesa também não será mais ouvida em gramados sul-africanos. A França conquistou a vaga ao Mundial graças a um gol irregular contra a Irlanda pelas Eliminatórias Europeias - Thierry Henry ajeitou a bola com a mão e tocou para Gallas para marcar -, e pode ser a primeira potência futebolística a voltar para casa. "Não tenho palavras. É uma verdadeira decepção para todos os que acreditaram nesta equipe. Houve boas intenções, mas algo não funcionou", afirmou o técnico Raymond Domenech. "É mais que decepcionante. Não sei o que vou dizer a meus jogadores. Falta um jogo e um milagre ainda é possível. Agora, temos de ser duros e jogar pela honra, ainda há coisas em jogo e temos de reagir", disse, atordoado, o técnico francês. A derrota de ontem para o México por 2 a 0 pode custar caro ao atual vice-campeão mundial. Agora, precisa bater os anfitriões na última rodada e torcer para que haja um vencedor no duelo entre México e Uruguai. Além disso, vai precisar melhorar seu saldo de gols (hoje, de -2). No caso de vitória por placar mínimo de México ou Uruguai, os franceses precisarão de pelo menos quatro gols de diferença em seu jogo. Situação semelhante está a África do Sul, que também precisa golear a França e torcer por um vencedor no outro jogo. Mexicanos e uruguaios se garantem com empate, mas, neste caso, o México ficará em segundo lugar no grupo e terá provavelmente a Argentina como adversária na próxima fase. O técnico uruguaio, Oscar Tabárez, falou sobre a hipótese de seu time se contentar com um empate na última rodada. "Se é possível avançar com um empate, não vamos forçar. Isso não quer dizer que vamos com a ideia de empatar", sugeriu. MÉXICO - O técnico Javier Aguirre não poupou elogios aos jogadores da seleção mexicana, após a vitória sobre a França por 2 a 0. O resultado deixou o México próximo das oitavas de final. "Sempre tentamos ser ousados, buscar o ataque, correndo riscos", exaltou o treinador ao se dizer satisfeito com a postura ofensiva da equipe durante toda a partida. O time entrou em campo com três jogadores mais à frente, e contou ainda com um quarto atacante no segundo tempo. "Passamos 13 meses juntos. Nos conhecemos bem. E temos alternativas". Aguirre, porém, negou que tenha jogado com três atacantes em campo. "Hoje [quinta-feira] deixamos apenas um lá na frente. Obrigamos Gio [Giovanni dos Santos] e [Guillermo] Franco a trocar passes. Fizemos movimentos diferentes. Não queríamos dar tanto espaço a uma equipe com jogadores como os da França, que são muito perigosos", explicou. O técnico admitiu que a pressão inicial dos franceses surpreendeu, mas não atrapalhou a estratégia mexicana. "Mas, os jogadores não se desorganizaram em campo. Foi uma partida muito equilibrada, na qual o primeiro a marcar seguramente venceria. O primeiro gol nos tranquilizou". Para Aguirre, a atuação dos jogadores mais experientes do time, como Torrado, Márquez e Blanco, foram decisivos para a vitória. "Aposto muito neles. São atletas com experiência, muito comprometidos. Nos conhecemos bem. Temos muitos jogadores que necessitam da orientação deles, que já disputaram um Mundial".