NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ESPORTES
Segunda-feira, 01 de Março de 2010, 22h:01

AMISTOSO DA SELEÇÃO

Brasil faz último jogo antes da Copa

Com o grupo fechado, Dunga quer a equipe jogando bem contra a Irlanda e avisa que não deve promover mudanças para a Copa

DANIEL AKSTEIN BATISTA
Da Agência Estado – Londres, Inglaterra
O técnico Dunga fechou o grupo para a África do Sul e colocou um ponto final em qualquer especulação. Nem Ronaldinho Gaúcho nem Alexandre Pato e muito menos Ronaldo ou Neymar. Os 23 jogadores que vão à Copa do Mundo devem ser mesmo os que estão em Londres para o amistoso contra a Irlanda, hoje, às 16h05, no Emirates Stadium. Com apenas duas modificações: Luís Fabiano no lugar de Grafite e um outro goleiro - provavelmente Victor - na vaga de Carlos Eduardo. A lista oficial ainda não foi divulgada, mas Dunga nunca escondeu suas preferências. O treinador seguiu sua linha de raciocínio e manteve a coerência desde que estreou no cargo, em agosto de 2006. Quer um elenco comprometido com a agenda da seleção e encontrou, no atual grupo, jogadores que estão mais interessados em defender a camisa verde e amarela a jogar em seus clubes. "Estamos cientes do que queremos. Nossa decisão foi tomada pelo tapete verde, ou seja, pelo campo. Não teve simpatia nem empatia e nada com ninguém", disse Dunga, nesta segunda, após o único treino da equipe. O fracasso no Mundial de 2006, na Alemanha, foi lembrado pelo técnico para justificar seu critério na escolha dos jogadores. "É comprometimento, empenho, atitude e sacrifício, tudo o que vocês falavam de 2006", contou. "E não foi só isso. O grupo aqui também ganhou", recordou, sobre as conquistas da Copa América e da Copa das Confederações. Dunga sabe da pressão que terá pela frente nos próximos meses. Sabe que terá de ouvir por que não convocou um determinado atleta e levou outro. Sabe, porém, que deu chances a todos. E mantém a serenidade e, principalmente, a convicção das suas escolhas. "O ideal era cada um atuar em quatro ou cinco jogos, mas infelizmente às vezes é só 45 minutos. Aí o jogador tem de ter postura, dar conta do recado. Nem todos conseguem". O apoio que teve de alguns jogadores em momentos conturbados foi levado em conta pelo treinador. Júlio Baptista e Elano, Robinho. Todos eles sempre estiveram presentes e fechados com Dunga, que não vê motivos para ninguém ficar preocupado com a convocação final. "Quem trabalhou três anos e meio com a gente já sabe de suas condições. Não vai ter surpresas. Se a Copa fosse hoje seriam esses jogadores. Cada um já demonstrou o que pode jogar" Apenas duas modificações devem ser realizadas no grupo que está em Londres para a lista final. Luís Fabiano, que foi cortado desta convocação por estar contundido, retomará seu lugar para tristeza de Grafite, que só deve atuar alguns minutos nesta terça. E Carlos Eduardo também dificilmente irá para a África: Dunga chamará um terceiro goleiro e o gremista Victor é o favorito. Helton ainda sonha com um lugar na delegação. RONALDINHO GAÚCHO FORA - Foram cerca de 22 minutos de entrevista. Se dependesse de Dunga, a sua última antes do Mundial. Neste tempo, teve de explicar muitas coisas e, como já esperava, falar de Ronaldinho Gaúcho. "Ele é um grande jogador e todos estão na corrida pela Copa", disse, para em seguida emendar a frase e praticamente acabar com as chances de o craque do Milan ir para a África. "Mas hoje tenho de falar de quem está aqui, quem deu respostas em campo. São jogadores que vieram e mostraram. Por isso eles estão aqui". O ataque de hoje deve ser formado por Robinho e Adriano. A dúvida de Dunga é entre Ramires e Elano, que se recupera de uma contusão no tornozelo. O amistoso não tem muita relevância para a formação do grupo que vai à Copa. O treinador já tem a sua (secreta?) lista. Os atletas ainda querem mostrar algo mais. Não há mais tempo. "A primeira coisa que mais nos preocupa é devolver os jogadores aos clubes inteiros, sem lesão", disse o treinador sobre o último amistoso antes da viagem para a África. "Dentro da partida é normal eu fazer um monte de substituições. Temos de pensar na Copa do Mundo. A cobrança está aí e temos de ganhar (o Mundial)" A seleção da Irlanda, dirigida pelo italiano Giovanni Trapattoni, entra no gramado do Emirates Stadium, em Londres, hoje, com dois objetivos contra o Brasil. Primeiro: diminuir o trauma do fracasso na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul, com um gol irregular da França - Thierry Henry ajeitou claramente com a mão para dar o passe para o gol de Gallas. Segundo: iniciar preparação para a disputa da fase eliminatória da Eurocopa de 2012, na Polônia e Ucrânia, quando fará parte do Grupo B ao lado de Rússia, Macedônia, Andorra, Armênia e Eslováquia. Trapattoni tem problemas para escalar a equipe. Robbie Keane, principal jogador da seleção, machucou o joelho no clássico irlandês entre Celtic (sua equipe) e Rangers. Ele foi reavaliado nesta segunda e sua escalação será decidida apenas momentos antes do jogo. Outro problema para o treinador italiano é o desfalque do zagueiro Richard Dunne, do Aston Villa, com lesão muscular sofrida na final da Copa da Liga Inglesa contra o Manchester United, no último domingo, no estádio de Wembley. "Nós vamos começar com os jogadores experientes porque colocar todos os jovens em um confronto contra um time desses pode ser perigoso. O Brasil tem uma grande equipe, cada jogador pode marcar um gol, eles têm jogadores muito criativos e técnicos. Não podemos deixar jogadores como Kaká com muito espaço", justificou Trapattoni. Em cinco jogos na história contra o Brasil, a Irlanda venceu apenas um, empatou outro e perdeu três partidas. IRLANDA Given; McShane, Stephen Kelly, St. Ledger e Kilbane; Andrews, Whelan, Lawrence e Duff; Stokes e Robbie Keane (Best). Técnico Giovanni Trapattoni. BRASIL Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho e Adriano. Técnico: Dunga. Árbitro - Mike Dean (Fifa-Inglaterra).

Edição EDIÇÃO 16958




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL