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Terça-feira, 22 de Março de 2011, 20h:40

Programa rodoviário

Mato Grosso tem ousado programa rodoviário estadual para executar nos próximos quatro anos: assegurar ao menos um acesso pavimentado a todas as cidades. Para alcançar esse objetivo, que quebrará o isolamento de 44 municípios, será necessário asfaltar mais de 2.600 km e não há recurso orçamentário suficiente para tanto. A meta do programa é viável, apesar das dificuldades naturais para um volume de obra do porte necessário para tanto e em tão pouco tempo. Esse compromisso é do governador Silval Barbosa, mas deve ser compartilhado pela classe política, de modo suprapartidário, por se tratar de interesse coletivo. A bancada federal mato-grossense se mostra solidária na execução do programa. Na segunda-feira os três senadores e sete dos oitos deputados que a compõem foram recebidos em audiência por Silval, em seu gabinete. No encontro os parlamentares discutiram o direcionamento das emendas individuais para a pavimentação das estradas de acesso aos municípios isolados. Parlamentares e governador decidiram trilhar caminho comum em busca de solução para um problema que afeta parte da população mato-grossense e, de modo especial a São José do Xingu, Reserva do Cabaçal, Marcelândia, Colniza, Araguaiana, Maringá, Luciara, Vila Rica, Araguainha, Campinápolis, Rondolândia e outras localidades. Ocorre que a bancada federal mato-grossense tem problema para conseguir desembolso das emendas individuais. Na Câmara, quanto maior a representação do Estado, melhor sem desempenho. Mato Grosso figura entre as unidades da federação com menor número de deputados, o que lhe rouba força política para participar do chamado bolo do poder. Diante da realidade do fraco desempenho da bancada em razão de seu quantitativo, o seu coordenador Wellington Fagundes (PR) sugeriu que todas as emendas fossem agrupadas em única direção, para que com o peso político do governador ganhem pressão para sua imediata liberação. Se alcançado o objetivo da destinação das emendas Mato Grosso terá anualmente R$ 148,5 milhões para as rodovias. Ao longo do quadriênio serão quase R$ 600 milhões. Para alcançar a meta de Silval será necessário algo em torno de R$ 1,3 bilhão. Em havendo canalização dos recursos destinados pelo parlamentares haverá sensível redução de investimentos da Fonte 100 e do Fundo Estadual de Habitação e Transporte (Fethab) no setor. O orçamento conta com recursos da Fonte 100; há recolhimento do Fethab; agora surge o sinal verde da bancada federal; produtores rurais de alguns trajetos que serão contemplados responderão presença participando de consórcios rodoviários com o governo, a exemplo do que ocorreu quando da pavimentação de outras rodovias; e projetos do DNIT federalizarão estradas estaduais. Mato Grosso tem que manter a crença na viabilização do programa. Tem que unir esforços para virar a página dos atoleiros, da poeira, das pontes de madeira, das balsas e do isolamento incompatível com a demanda por qualidade de vida. A bancada federal mato-grossense se mostra solidária na execução do programa

Edição edição 16957




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