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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007, 19h:56

Ouçam o Nortão

Prefeitos e outros representantes dos municípios do Nortão extraíram ontem, em Sinop, a pauta das reivindicações que serão apresentadas ao governador Blairo Maggi, à bancada federal e à Assembléia Legislativa, no seminário: “Nortão – Dificuldades, desafios e soluções”, que será realizado naquela cidade, em 9 de fevereiro. O Nortão é uma região que recentemente foi colonizada, e em poucos anos se transformou num dos principais celeiros brasileiros de produção agropecuária, e que ainda mantém a atividade extrativista vegetal e o garimpo de ouro, que no passado foram as duas principais bases de sua sustentação econômica. Por sua localização geográfica o Nortão enfrenta o chamado índice de continentalidade, que leva em conta a distância da lavoura ao porto. Praticamente isolados do restante do país, os municípios da região contam somente com as rodovias federais 163, 174 e 364 para o escoamento de sua produção. Em busca de alternativas de transporte, lideranças do Nortão lutam pela conclusão da pavimentação das rodovias 163, acima de Guarantã do Norte até o porto de Santarém, no Pará, e da BR-364, entre Diamantino e a MT-170, no Chapadão do Parecis. E, pela mesma razão, defendem a implantação de um tramo – Ramal Setentrional – da Ferrovia Norte-Sul entre Lucas do Rio Verde e Miracema de Tocantins, para acesso ao porto de Itaqui, em São Luís, Maranhão. A região carece de uma malha rodoviária compatível com sua realidade e de um modal de transporte que inclua rodovias, ferrovia e a Hidrovia Juruena-Teles Pires-Tapajós. Muitos municípios do Nortão não contam com acesso pavimentado, e um deles, Rondolândia, sequer tem ligação direta com o restante de Mato Grosso por rodovia. A energia de origem hidráulica ainda não chegou a todos os municípios. A saúde pública deixa a desejar. E em algumas áreas o policiamento tem presença praticamente simbólica. Os problemas são muitos, e um deles foi causado pela Medida Provisória 2.166 – que sufocou o Código Florestal – e que reduziu de 50% para 20% o corte raso na floresta. Essa mudança não é aceita na região, onde é vista como fator que impede o desenvolvimento. Mais presença do Estado em todas as esferas. Conciliar preservação com desenvolvimento. Estímulo à produção. E maior integração inter-regional. Esses são as principais reivindicações do Nortão, região que orgulha Mato Grosso. Que o seminário em Sinop abra o canal de entendimento ao desenvolvimento do Nortão que se localizasse em qualquer outro país seria vista como solução econômica e fator de estabilização social por sua capacidade produzir alimentos. “Que o seminário em Sinop abra o canal de entendimento ao desenvolvimento do Nortão”

Edição edição 16957




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