Editoriais
Segunda-feira, 03 de Setembro de 2012, 21h:24
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Intervenção na Cemat
Desde a última sexta-feira a empresa distribuidora de energia elétrica em Mato Grosso, a Centrais Elétricas Mato-grossense S.A. (Cemat), está sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A medida foi tomada pela agência reguladora do setor elétrico, por considerar que o endividamento da concessionária coloca em risco a prestação adequada dos serviços de distribuição de eletricidade. Além da Cemat, outras sete companhias de energia que operam nos estados de Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo - todas pertencentes ao Grupo Rede, que também controla a Cemat -, sofreram intervenção. A intervenção tem prazo de um ano e pode ser prorrogada por mais um ano pela Agência. O interventor da Cemat será o diretor da Aneel, o engenheiro eletricista Jaconias de Aguiar. Os principais objetivos da medida, segundo a Aneel, foram a defesa do interesse público, a preservação do serviço adequado aos consumidores e a gestão dos negócios das concessionárias. A intervenção poderá ser encerrada antes do prazo estabelecido se for apresentado, em dois meses, um plano de recuperação satisfatório. Caso contrário os atuais controladores perderão a concessão e o governo fará uma nova seleção pública para um novo operador. A Cemat, fundada em 1958, passou para o controle do Grupo Rede, de São Paulo, em novembro de 1997, quando foi arrematada em um leilão de privatização feito pelo então governo Dante de Oliveira. Desde o ano passado, o Grupo Rede passa por uma séria crise financeira. Inclusive já colocou seus ativos incluindo a Cemat à venda. Como ainda não conseguiu comprador, a Aneel foi obrigada a intervir. Os indicadores de qualidade também influenciaram a decisão da União - que medem o tempo que o consumidor fica sem energia - estão bem acima do limite estabelecido pela Aneel. Na série histórica de acompanhamento dos indicadores de continuidade dos serviços, que dizem respeito à qualidade da energia que chega ao consumidor final, a Cemat, teve em 2011 o pior ano desde 2000, conforme dados apurados pela própria Aneel. No ano passado, os limites concedidos pela Agência para duração e frequência das interrupções atingiram 93,56% e 79% do teto, respectivamente. A agência reguladora cumpriu o seu papel e a interferência federal é justamente para assegurar a continuidade do serviço de distribuição. Para a população e os milhares de servidores da companhia nada deve mudar. A expectativa é que o interventor mantenha a empresa no trilho e encontre uma solução para o problema em suas finanças o mais rápido possível. A Cemat, fundada em 1958, passou para o controle do Grupo Rede, de São Paulo, em novembro de 1997