NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

Editoriais
Segunda-feira, 01 de Junho de 2009, 20h:32

Hora de trabalhar

Cuiabá – Mato Grosso, por extensão – tem motivo de sobra para comemorar a decisão da Fifa que a escolheu como uma das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014. De fato, no domingo (31), logo após o anúncio oficial, a população saiu às ruas para manifestar, com toda a intensidade, o sentimento de alegria por uma conquista que, como assinalou o governador Blairo Maggi – ele próprio, um torcedor que extravasou todo o seu fanatismo na comemoração – não é do Poder Público, mas do povo de Mato Grosso. Passadas a adrenalina e a euforia pela conquista, as autoridades da Capital e do Estado precisam, agora, trabalhar para fazer jus à deferência. Problemas é que não faltam – na verdade, nunca faltaram. Da infraestrutura à logística, passando pelo transporte, trânsito e atendimento hospitalar, apenas para citar alguns setores estratégicos, a cidade precisa de uma atenção muito especial. Isso, aliás, sem contar o risco de atração de uma leva de migrantes que, doravante, virão a Cuiabá, na sempre inevitável busca de empregos e oportunidades. A propósito, em entrevista a uma rádio da cidade, nesta segunda-feira (1º), o prefeito Wilson Santos observou que uma das grandes preocupações em relação à Copa de 2014 é sobre um possível crescimento populacional desordenado. Isso, segundo ele, seria decorrência dos muitos atrativos econômicos que virão a partir de agora. Quando nada, a Capital correria o sério risco de ser alvo de um processo migratório sem precedentes em sua história. No mesmo instante em que registra sua preocupação, o prefeito revela otimismo, ao pintar um quadro mais alentador sobre os muitos benefícios que a Copa do Mundo pode trazer. Por exemplo: os imóveis serão valorizados, mais indústrias virão, a rede hoteleira vai se expandir, a construção civil vai passar por um “boom”, aliado ao fato de que os bancos abrirão linhas de financiamentos que permitirão novos investimentos e, obviamente, o incremento da arrecadação do Estado. Nesse contexto, claro, vai se registrar uma sensível melhoria da qualidade na vida da população. Pelo que se viu da postura do governador e do prefeito, não há motivo para pânico. Mas, não custa nada ficarmos atentos. Há motivos, sim, para comemorar. E, ao mesmo tempo, desconhecer as provocações, como tem feito, insistentemente, as autoridades do vizinho Mato Grosso do Sul, cuja capital, Campo Grande, disputou a condição de subsede do Pantanal com Cuiabá. É oportuno lembrar que todos nós gostaríamos de ser vitoriosos, mas, em toda concorrência, vale jogar enaltecendo as qualidades, e não desmerecer o adversário. É forçoso que se reafirme o bordão que já virou mania: A Copa do Pantanal é nossa! “A conquista não é do Poder Público, mas de todo o povo mato-grossense”

Edição EDIÇÃO 16958




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL