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Quarta-feira, 05 de Maio de 2010, 21h:19

Força Nacional

Autorizada pelo Ministério da Justiça, ao qual é subordinada, a Força Nacional de Segurança Publica permanece em Mato Grosso até 5 de agosto, para atuar na Amazônia Mato-grossense isoladamente ou em conjunto com a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A decisão do Ministério atende reivindicação mato-grossense para a prorrogação da presença da Força Nacional, que se encontra no Estado desde 2008 e cujo prazo de autorização de permanência venceria ontem. Ao conceder tal autorização o Ministério dá importante contribuição na fiscalização e policiamento das áreas de colonização e recém-colonizadas no bioma amazônico em Mato Grosso durante a fase mais aguada da estiagem, que normalmente é aproveitada por degradadores ambientais para extração clandestina de madeira e a chamada ‘limpeza’ de pasto com uso indevido do fogo. Com a participação dos efetivos da Força Nacional no policiamento da região do bioma amazônico a Polícia Federal ganha maior mobilidade para efetuar seu trabalho investigativo e de polícia judiciária no âmbito federal. Essa condição reforça as ações preventivas e a tramitação dos inquéritos policiais federais instaurados para apurar crimes de origem ambiental que acontecem longe dos grandes centros e do olhar crítico da população mato-grossense. A Força Nacional deveria manter efetivos permanentes em Mato Grosso – e em outros estados amazônicos – para o enfrentamento dos crimes ambientais. Sua participação nessa esfera é fundamental. Sua presença nos locais mais remotos do Estado inicialmente foi vista enquanto ‘ameaçadora’, mas ao longo do tempo e com o resultado de suas ações, a população passou a enxergar nos seus efetivos a presença da Segurança Pública e razão mais que suficiente para afastar a criminalidade. Além de necessária no policiamento contra aos crimes ambientais a Força Nacional também deveria atuar em Mato Grosso numa outra vertente: enfrentando o narcotráfico na fronteira com a Bolívia para reforçar o cerco permanente que é montado ao longo dos 730 km da linha imaginária que separa os dois países. Certamente a presença da Força Nacional na fronteira seria fator positivo a mais na luta contra o crime transnacional e, além disso, desafogaria efetivos da Polícia Militar que poderiam ser destinados a outras missões Mato Grosso afora. No entanto, não há nenhum entendimento no âmbito federativo para transferência de oficiais e praças dessa instituição para a área fronteiriça, mas, em nome da lógica operacional a Secretaria de Justiça e Segurança Pública precisa reivindicar nesse sentido. Tomara que o governo de Mato Grosso e o Ministério da Justiça estabeleçam entendimentos por maior participação da Força Nacional no Estado, porque seu bom desempenho na área ambiental tem que se estendido ao combate sistemático ao narcotráfico. "A presença da Força Nacional na fronteira seria fator positivo a mais na luta contra o crime"

Edição EDIÇÃO 16958




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