Editoriais
Quinta-feira, 25 de Março de 2010, 21h:44
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Ação preventiva
Ontem, Mato Grosso recebeu o comunicado oficial sobre nova e importante conquista na área preventiva do setor de sanidade animal. O Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) revelou aos jornalistas que a etapa de vacinação contra a febre aftosa de bovinos e bubalinos com idade de até 24 meses, na faixa de fronteira, alcançou total cobertura vacinal, com 100% do rebanho imunizado. Neste ano foram vacinados os 83.980 animais na faixa etária definida pelo Indea. Esses animais fazem parte do rebanho de 379.100 cabeças nas 235 propriedades localizadas na fronteira e num raio de 15 km da linha imaginária que divide o Brasil da Bolívia, nos municípios de Cáceres, Porto Esperidião e Vila Bela da Santíssima Trindade. A cobertura total da vacinação naquela região, para a mesma faixa etária animal, também alcançou 100% no ano passado. Esse índice é resultado de um profícuo trabalho em parceria do Indea com o Ministério da Agricultura, Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Fundo Emergencial da Febre Aftosa (Fefa) e criadores. O resultado nas duas últimas campanhas anuais também mostra a evolução desse setor ao longo dos sete anos da administração do governador Blairo Maggi, pois em 2003 ano em que Maggi assumiu o Palácio Paiaguás o índice foi de 86,8%. Tanto as autoridades quanto os criadores sabem que a aftosa é doença com forte apelo econômico. Basta um foco isolado da doença para deixar o estado onde o mesmo foi notificado e em algumas situações seus vizinhos em severa quarentena por parte dos principais blocos importadores e até mesmo por consumidores nacionais. A pecuária mato-grossense não registrou nenhum foco de aftosa desde 16 de janeiro de 1996, mas nesse período enfrentou barreiras sanitárias internacionais em razão de incidência da doença em Monte Alegre, no Pará, e em Careiro da Várzea, no Amazonas, municípios de estados que são limítrofes de Mato Grosso ao norte. A vacinação na fronteira, embora destinada a quantidade relativamente pequena de animais, tem função estratégica para o rebanho de Mato Grosso superior a 27 milhões de cabeças, porque a Bolívia não tem o padrão sanitário animal mato-grossense. As autoridades mato-grossenses não falam abertamente, para evitar constrangimento diplomático, mas a vacinação na fronteira é uma espécie de blindagem integrante da política sanitária com enfoque internacional. No entanto, todos os elos da cadeia pecuária empenham-se ao máximo pelo melhor resultado possível. Tanto assim, que o Fefa doa vacina aos criadores e o Indea faz vacinação assistida. Que o presidente do Indea, Décio Coutinho, leve adiante a política de integração entre os elos da cadeia pecuária para que a aftosa continue sendo página virada da principal atividade econômica de Mato Grosso, ora sem restrições sanitárias internacionais em razão de sua eficiência preventiva. Tanto as autoridades quanto os criadores sabem que a aftosa é doença com forte apelo econômico