O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou ontem que os padrões de qualidade do leite melhoraram muito desde 2005, quando começaram a entrar em vigor as regras da Instrução Normativa (IN) 51, do ministério, que define critérios para produção, comercialização e transporte do produto. Mesmo assim, segundo ele, o governo federal vai intensificar a fiscalização para coibir fraudes na cadeia produtiva. No ano passado, duas cooperativas mineiras foram acusadas de adicionar soda cáustica e água oxigenada ao leite, prática que é irregular. Recentemente, foi descoberto um novo tipo de fraude envolvendo indústrias do Norte e Nordeste, que adicionavam soro, substância com baixo teor de proteínas e rica em gorduras, ao leite. Stephanes contou que técnicos do ministério recolhem, por ano, 10 mil amostras de leite, que são enviadas para análise em laboratórios credenciados. Durante cerimônia de lançamento do Centro Integrado de Monitoramento do Leite (Cquali-Leite), no Ministério da Justiça, Stephanes citou os elos da cadeia produtiva - produtores, coletores e empresas que industrializam e distribuem o produto - e lembrou que "todos são responsáveis" pela qualidade do que é oferecido aos consumidores.