ECONOMIA
Terça-feira, 13 de Março de 2007, 21h:08
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Sindicato protocola pedido de redução da pauta
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo) protocolou ontem na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), pedido para redução do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) do álcool hidratado, o chamado valor de pauta do combustível. O sindicato reclama do alto valor da pauta do álcool, congelado há dois anos, em R$ 2,0655. O valor está muito acima dos preços de bomba que atualmente chegam a R$ 1,45 na Grande Cuiabá e que eram em média R$ 1,80, no final do ano passado, reclama o presidente Fernando Chaparro. Como argumento, os revendedores buscam dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocobustíveis (ANP) para convencer o Estado. Pela Agência, os preços médios são: Cuiabá R$ 1,538, Rondonópolis R$ 1,70 e em Sinop, R$ 1,818. Desde setembro do ano passado estamos solicitando a redução da pauta, tendo em vista que os valores reais praticados ao consumidor final estão bem abaixo da pauta estabelecida pelo Governo, afirma o presidente Fernando Chaparro. Fernando lembra que o PMPF do álcool hidratado está a 2,0655 desde março de 2006. Tanto o posto como o consumidor final é prejudicado, pois a cada litro do combustível comprado R$ 0,51 é de ICMS, que representa 25% do valor da pauta estabelecida, explica Chaparro. Na realidade, o levantamento de preço feito pela ANP mostra que a média deveria ser R$ 1,765 e sob alíquota o valor do ICMS por litro seria de R$ 0,44. É incoerente o preço da pauta se manter nesse valor. Para se ter uma idéia, em Cuiabá com a média a R$ 1,538, o valor recolhido seria de R$ 0,38, uma redução de R$ 0,13 na hora de abastecer,, reforça o presidente. PAUTA - O valor de pauta é o preço médio entre todos os adotados no Estado, apurado por meio de pesquisas quinzenais realizadas pela Sefaz. A alíquota de 25% do álcool é calculada sobre o valor médio, atualmente sobre o R$ 2,0655. (MP com assessoria)