ECONOMIA
Quarta-feira, 14 de Março de 2007, 21h:00
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ATRASO TECNOLÓGICO
Sem biotecnologia, Brasil perdeu US$ 8 bi. MT tem 70% da safra OGM
Em oito anos, o setor agrícola brasileiro poderia ter economizado aproximadamente UR$ 8 bilhões com as culturas soja, algodão e milho, se o país tivesse adotado há época sementes geneticamente modificadas em parte de sua área plantada. Em real, a economia seria de R$ 16,8 bilhões, considerando uma cotação média do dólar a R$ 2,10. O cálculo do deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do estado, Homero Pereira (PR/MT), está baseado na pesquisa do economista Edgard Antonio Pereira, da Consultoria e Assessoria Econômica (EDAP), encomendada pela Associação Brasileira dos Produtores de Sementes e Mudas (Abrasem). Segundo o deputado, o Estado cultiva nesta safra (06/07) cerca de 5 mil hectares com soja, dos quais entre 60% a 70% estão ocupados com soja geneticamente modificada. Os sojicultores mato-grossenses devem economizar aproximadamente US$ 2,543 milhões, sendo US$ 1,481 milhão com a redução dos gastos em defensivos agrícolas e US$ 1,061 milhão com o aumento de produtividade. O estudo, apresentado à Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) na última terça-feira, aponta os benefícios ambientais e ganhos econômicos gerados pelas sementes geneticamente modificadas. A pesquisa mostra o quanto a agricultura perdeu pelo atraso na liberação dos transgênicos. São US$ 1,133 bilhão por ano. Precisamos avançar na implantação dos OGMs para outras culturas também como o milho e as hortaliças, evitaríamos danos ao meio ambiente com o uso demasiado de agroquímicos e à saúde humana, argumentou.