ECONOMIA
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2004, 20h:59
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MAIS CARO
Seguro obrigatório dos veículos fica mais caro
MARCOS CÉZARI
Da Folhapress
A partir de janeiro de 2005 os donos de carros de passeio, motos, ônibus e caminhões terão de pagar mais para fazer o seguro obrigatório de seus veículos. O seguro não era reajustado desde 1º de janeiro de 2001. O seguro obrigatório é o Dpvat (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres). O seguro tem a finalidade de amparar as vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, não importando quem é o culpado pelo acidente. Os aumentos foram autorizados por resolução da Susep (Superintendência de Seguros Privados) publicada no Diário Oficial da União de ontem. Os percentuais variam conforme o tipo do veículo (entre 3,6% e 55%). Para os carros de passeio, táxis e veículos de aluguel o reajuste será de 10%. Serão R$ 56,77, sendo R$ 53,06 do seguro e mais R$ 3,71 do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). As motos pagarão R$ 96,72 (mais 3,58%) e os caminhões, R$ 60,97 (mais 10%). O maior aumento será pago pelos donos de ônibus, microônibus e lotações com cobrança de frete (urbanos, interurbanos e rurais). O seguro subirá 55% - dos atuais R$ 294,47 para R$ 456,48. O mesmo aumento incidirá sobre os microônibus com cobrança de frete, com lotação até dez passageiros (urbanos, interurbanos e rurais). O valor passa de R$ 177,36 para R$ 274,94. Segundo Renê Garcia, superintendente da Susep, o seguro subiu mais para os veículos de transporte coletivo por causa do grande número de acidentes que vêm ocorrendo em todo o País. O seguro obrigatório é pago uma vez por ano e vale para o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro. O pagamento tem de ser feito junto com a cota única ou a primeira parcela do IPVA. A resolução da Susep também reajustou os valores das indenizações por acidentes. Em caso de morte, a indenização passará para R$ 10,3 mil em janeiro (mais 52,5% sobre os R$ 6.754,01 atuais). O pagamento é feito aos familiares do morto. Os 52,5% serão aplicados no caso de invalidez permanente. O valor será de até R$ 10,3 mil. O pagamento é feito à própria vítima. O reembolso para as despesas médicas e hospitalares subiu 31,2%, passando para até R$ 2.000. O pagamento é feito à própria vítima.