NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 17 de Maio de 2007, 20h:57

CAGED

Saldo cresce 106% em MT

Depois de comemorar alta de 33% no trimestre, números de abril revelam que contratações formais somam 23,210 mil

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Mato Grosso acumula saldo de 23,210 mil contratações formais nos quatros primeiros de 2007. O volume – resultado da diferença entre admissões e demissões – é 106,89% maior, se comparado ao saldo de 11,218 mil vagas observado de janeiro a abril do ano passado. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento revela também que o mês passado foi o melhor abril dos últimos cinco anos, com saldo de 5,086 mil contratações com carteiras assinadas, crescimento de 1,27% em relação ao mês de março. Esse volume garante ainda ao Estado o segundo melhor desempenho do Centro-Oeste e o nono entre os 26 estados mais o Distrito Federal, no período. Já no final do primeiro trimestre, Mato Grosso comemorava resultados positivos. Na comparação trimestral de 2006 com 2007, o estoque de vagas, ou seja, o saldo entre admissões e demissões, foi 33,97% maior em relação ao registrado em igual período do ano passado. Dentro da série histórica do Caged, o melhor desempenho em abril foi observado em 2002, quando o saldo contabilizou 6,359 mil contratações, um crescimento de 2,36% em relação ao mês anterior. Nestes dois momentos, a indústria de transformação, composta por 12 setores, entre eles produção de alimentos e bebidas, foi a que mais contribuiu para o bom resultado. Neste ano, destaca-se também a construção civil, com saldo de 1,122 mil contratações, crescimento de 7,01% em relação a março. Já a indústria de transformação registra crescimento de 3,32% sobre o mês anterior e contabiliza saldo de 2,707 mil vagas. No segmento do comércio, o setor atacadista fechou no vermelho com 418 demissões e recuo de 2,44% em relação ao mês anterior. O histórico estadual apresenta o seguinte desempenho no saldo de empregos: abril de 2005, 1,876 mil, abril de 2004, 3,185 mil, abril de 2003, 3,984 mil, abril de 2002, 6,359 mil, abril de 2001, 1,558 mil, e abril de 2000. Não há registro do Caged em Mato Grosso de 1999 para trás. Em abril de 2006, as estatísticas do Caged mostravam saldo negativo de mais de duas mil vagas. A recuperação da economia mato-grossense observada em 2007 ainda não é suficiente para atenuar os reflexos da crise no campo que se estendeu para os mais diversos segmentos produtivos do Estado no ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, foram gerados 242,174 mil empregos e 226,051 demissões. O saldo é de 16,123 mil contratações, contra, por exemplo, 29,161 mil vagas em Goiás. CENTRO-OESTE - Para efeito comparativo, a região Centro-Oeste é a terceira em geração de empregos formais, com pouco mais de 20,7 mil contratações. O Mato Grosso do Sul soma saldo de 4,513 mil, Goiás apresenta 7,329 mil e o Distrito Federal, com 3,847. BRASIL - No país foram gerados 301,991 mil empregos com carteira assinada em abril. Este número corresponde a 1,08% de crescimento em relação ao estoque de empregos anterior. Este foi o melhor mês de toda a série histórica do Caged desde 1992. De acordo com o ministro, os números positivos já refletem a implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) feita pelo governo federal. Nos quatro primeiros meses deste ano, foram criados 701,619 mil postos (2,54%), o maior quadrimestre da série. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu 5,04%, ou 1,360 milhão de empregos formais. "Estamos numa era de continuidade de crescimento e isso nos leva a acreditar que poderemos ultrapassar o recorde histórico de empregos criados no setor formal de 2004", previu Lupi. (Com assessoria)

Edição edição 16957




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL