ECONOMIA
Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006, 20h:02
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BNDES
R$ 213 milhões para produtores do MT
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 213,2 milhões destinado a um grupo de 132 produtores rurais (pessoas físicas) da região de Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá). A operação permitirá a implantação de 132 granjas, das quais 89 unidades de frango de corte, 34 de terminação (engorda) de suínos, sete criadoras de leitões e duas produtoras de ovos incubados. As novas granjas vão abastecer o complexo agroindustrial da Sadia em Lucas do Rio Verde, que inclui ainda um abatedouro de aves e outro de suínos, fábricas de rações, incubadoras e granjas de recria de aves e suínos, com investimentos de R$ 500 milhões. Esta é apenas a primeira parte do projeto, porque a necessidade total da Sadia nesse complexo no Mato Grosso, contempla a implantação de até 368 novas granjas, das quais 250 para frangos de corte, 100 unidades para terminação de suínos, dez para criação de leitões e oito para produção de ovos incubados. O novo complexo agroindustrial da Sadia deve abrir cerca de 5 mil novos postos de trabalho, enquanto as novas granjas serão responsáveis pela geração de outros 617 empregos. O município de Lucas do Rio Verde é um dos que mais se desenvolve no país. A região se caracteriza pela alta produtividade agrícola, com destaque para soja, milho, algodão, sorgo, girassol e feijão. Os produtores locais plantam e colhem duas safras por ano, com grande estabilidade de produção. Embora o município ocupe apenas 0,04% do território nacional, é responsável por mais de 1% da produção brasileira de grãos, participando com cerca de 1,5 milhão de toneladas/ano. INTEGRAÇÃO - O novo complexo agroindustrial da Sadia em Mato Grosso terá capacidade para abater 1,2 milhão de suínos e 120 milhões de aves por ano, com produção anual de 1,2 milhão de toneladas de ração. O financiamento aprovado pelo BNDES prevê um sistema de integração entre a Sadia e os novos fornecedores, que já estão sendo indicados pela empresa ao agente financeiro da operação, o Unibanco. Cerca de 20% são produtores de pequeno porte, com receita anual de até R$ 160 mil. 50% de médio porte, faturando entre R$ 160 mil e R$ 1 milhão por ano e 30% de grande porte, com mais de R$ 1 milhão de receita anual.