ECONOMIA
Segunda-feira, 01 de Junho de 2009, 20h:09
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Produtor quer definição sobre critérios técnicos
Os produtores mato-grossenses querem que a escolha da sede da fábrica da Petrobras seja feita com base em critérios técnicos e não em cima de uma decisão política. A decisão tem que ser tomada de acordo com o que será melhor para a Petrobras técnica e economicamente e que produza os melhores resultados para a estatal, disse o diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Marcelo Duarte Monteiro. A Petrobras, com certeza, irá fazer as contas e definir o local da planta de fertilizante com base nestes critérios. Em uma comparação com Mato Grosso do Sul, ele diz que Mato Grosso é mais viável tanto técnica como economicamente. Produzimos muito mais e estamos melhor localizados, disse, lembrando que enquanto Mato Grosso do Sul produz 3,7 milhões de toneladas de soja, Mato Grosso produz mais de 17 milhões de toneladas, o maior produtor nacional de soja e de algodão. Também temos a maior área plantada do Brasil. Em milho, produzimos sete milhões de toneladas (MS tem cerca de 3 milhões de toneladas) e somos também campeões na pecuária. Monteiro afirmou que a fábrica de fertilizantes é muito importante para Mato Grosso porque o insumo responde por cerca de 50% dos custos de produção da lavoura e o Estado é um grande consumidor deste tipo de insumo. Com a fábrica de uréia e amônia, poderão ser produzidos fertilizantes para a agricultura, baixando os custos da produção regional. Para a pecuária também é importante porque irá produzir suplementos alimentares (ração bovina) para projetos de confinamento e semi-confinamento. Para o economista e consultor da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Amado de Oliveira Filho, a decisão pela escolha da sede da Petrobras tem que ser em cima de uma estratégia de redução de custos. Segundo ele, a necessidade de se implantar uma indústria na região é que eliminará o problema da logística para o transporte deste produto, que acaba encarecendo os custos de produção. O empreedimento é estratégico para a agropecuária e toda a economia do Estado e não acredito que o presidente Lula irá permitir a instalação da Petrobras em Campo Grande só para compensar a perda da subsede da Copa. VANTAGENS - Tecnicamente, de acordo com estudos da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Cuiabá leva vantagem sobre Campo Grande. Uma delas seria o preço do gás natural, que em Cuiabá custa menos que o concorrente em função da distância até às jazidas bolivianas (600 Km). No caso de Campo Grande, a extensão do gasoduto é superior a mil quilômetros. Ainda em termos comparativos, outra vantagem técnica de Cuiabá é a grande disponibilidade de água potável, a sua ótima localização geográfica, a grande extensão de áreas cultivadas e o maior rebanho bovino nacional. A uréia, além de ser um importante componente para o suplemento alimentar sal mineral, rações, etc - é usada também para a produção de fertilizantes e adubos. De acordo com os estudos, a produção de uréia estimada pela Petrobrás seria suficiente para abastecer toda a região Centro-Oeste, além do Triângulo Mineiro e Rondônia.(MM)