ECONOMIA
Terça-feira, 28 de Junho de 2011, 20h:15
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DÉCIMO-TERCEIRO
Primeira parcela será em agosto
LUCIENE CRUZ
Da Agência Brasil Brasília
O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, confirmou ontem a antecipação para agosto do pagamento da primeira parcela do décimo-terceiro salário de aposentados e pensionistas. Não haverá problema na antecipação do pagamento do décimo-terceiro salário para agosto. O adiantamento representa uma injeção de R$ 10 bilhões na economia brasileira. O governo discute a possibilidade de antecipar em um mês a cada ano o pagamento da primeira parcela do décimo-terceiro salário. Com isso, no próximo ano, o benefício deverá ser feito em julho e um junho em 2013. "Acho que vai ser possível acelerar para junho [em 2013]. Ainda falta uma reunião com o ministro [Guido] Mantega, da Fazenda. Acredito que não haverá problema. PREVIDÊNCIA A Previdência Social registrou déficit de R$ 2,419 bilhões em maio. O valor é resultado de uma arrecadação líquida de R$ 19,039 bilhões e de despesa com pagamentos de benefícios previdenciários de R$ 21,459 bilhões. O déficit de maio é 58% menor que o de abril, quando a diferença entre a arrecadação e os pagamentos ficou deficitária em R$ 5,762 bilhões. Em comparação a maio de 2010, o déficit ficou 12,2% menor. Já no acumulado de cinco meses, o déficit atingiu R$ 17,836 bilhões, com redução de 16,5% ante o resultado negativo de R$ 21,369 bilhões do mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Ministério da Previdência Social. O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, atribuiu a redução do déficit ao aumento da arrecadação. O crescimento da arrecadação é o mais significativo. O aumento da arrecadação, que foi de 9% real no acumulado de cinco meses, em função do aumento do salário médio e do aumento da formalidade, disse. O déficit da Previdência no setor urbano foi de R$ 1,778 bilhão em maio, maior que o déficit de maio do ano passado, que foi de R$ 1,223 bilhão variação de 45,4%. O pagamento de passivos judiciais somou R$ 234,8 milhões. A arrecadação do setor urbano ficou em R$ 18,542 bilhões. As renúncias previdenciárias somaram R$ 1,542 bilhão, enquanto as despesas com benefícios previdenciários registraram R$ 16,763 bilhões. Em contrapartida, o resultado da Previdência rural ficou deficitário em R$ 4,198 bilhões. A arrecadação líquida rural teve aumento de 9,5% em maio quando comparada ao mesmo mês do ano passado. Foram arrecadados R$ 497,6 milhões. As despesas com benefícios previdenciários rurais somaram R$ 4,695 bilhões. A diferença entre a arrecadação e a despesa gerou necessidade de financiamento para o setor rural de 13,4%, na comparação com abril.