ECONOMIA
Sábado, 05 de Fevereiro de 2005, 12h:43
A
A
MOSCA BRANCA
Nova praga ataca lavouras de MT
A mosca branca está tirando o sono dos sojicultores do Médio Norte e ameaçando as lavouras da região
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Segundo Estado com maior número de focos de ferrugem asiática identificados pelo Consórcio Anti-Ferrugem, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mato Grosso está sendo atacado por uma nova praga em suas lavouras de soja. Conhecida como mosca branca, a praga está tirando o sono dos sojicultores de Sorriso e Lucas do Rio Verde, na região Norte do Estado. De acordo com a secretária de Agricultura de município, Luciane Copetti, a mosca branca está atacando muitas propriedades e a falta de informações tem sido o maior problema para os produtores. Segundo ela, os agricultores não sabem o que fazer, pois o combate é feito e pouco tempo depois a praga volta a aparecer. Luciane informou que os primeiros focos da mosca branca foram registrados há cerca de 2 anos e por isso não há muita informação sobre o assunto. Ela adiantou que buscará mais dados sobre o inseto para repassar aos produtores. Pretendo buscar mais informações sobre a mosca branca, os prejuízos que ela pode trazer e de que forma poderemos combater a praga com mais eficácia. Vamos, enfim, colher o máximo de informações e dados para podermos realizar palestras sobre o assunto aos produtores que estão perdidos, disse ela. Uma das fontes de Luciane será a Fundação Rio Verde, que desenvolve pesquisas na área da agricultura e deve ter dados sobre o ataque da mosca branca. O inseto se alimenta da seiva da planta, trazendo grandes prejuízos e, conseqüentemente, a redução de produtividade nas lavouras de soja. Luciane Copetti afirmou que uma solução para eliminar o inseto deve ser encontrada logo, antes que lavouras de outras regiões sejam atacadas e o prejuízo seja ainda maior. FERRUGEM Enquanto os pesquisadores não encontram uma solução para o problema da mosca branca, a ferrugem asiática continua se alastrando às plantações de soja de Mato Grosso. O número de municípios com focos detectados pelo Ministério da Agricultura já passa de 30 e já há registos de focos também em lavouras comerciais. De acordo com o pesquisador Mauro da Costa, da Fundação Lucas do Rio Verde, há fazendas em Mato Grosso com ferrugem intensa na fase final do ciclo das plantas, já em ponto de colheita. No campus da Fundação, a ferrugem se estabeleceu na primeira semana de janeiro nos experimentos de avaliação da doença, avalia. Em função das irregularidades das chuvas, durante a safra, vários cultivos foram atrasados. Por isso, a quantidade de fungos que estará no ar no final do ciclo da soja pode atingir com mais severidade os cultivos tardios. Os pesquisadores recomendam muita atenção, nesse momento, às lavouras que entram na fase de enchimento de grão porque esta é a mais crítica para o aparecimento da doença. Os produtores devem estar prontos para aplicar fungicidas, se necessário. O chefe de pesquisa da Embrapa Soja, João Flávio Veloso, lembra que em função das irregularidades das chuvas, vários cultivos foram atrasados. Por isso, a quantidade de fungos que estará no ar no final do ciclo da soja pode atingir com mais severidade os cultivos tardios. Também é preciso muita atenção, nesse momento, às lavouras que entram na fase de enchimento de grão porque esta é a mais crítica para o aparecimento da doença. Os produtores devem estar prontos para aplicar fungicidas, se necessário, alerta o pesquisador.