ECONOMIA
Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 19h:02
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DESDE 1994
Juros cobrados de pessoas físicas cai ao menor nível
Mesmo com o ciclo de aumento da taxa básica da economia, a Selic, o juro cobrado pelos bancos das pessoas físicas caiu em junho para o menor nível da série iniciada em julho de 1994, quando foi criado o real. Na média, empréstimos tomados pelas famílias pagaram taxa de 40,4% ao ano. A redução do juro é explicada, segundo o Banco Central, pela migração de alguns clientes, que deixaram o caro cheque especial atrás de opções mais baratas, como o crédito consignado. Na média, o juro caiu nas principais linhas às pessoas físicas. No crédito pessoal, por exemplo, a taxa recuou 1 ponto porcentual em um mês, para 42%. No crédito para a compra de veículos, a taxa cedeu para 23,6% ao ano. Em todos esses casos, o juro recuou porque houve redução da margem cobrada pela instituição financeira, o chamado spread bancário. Além da redução desses juros, houve maior demanda por tais linhas de crédito. No crédito pessoal, o total de empréstimos cresceu 1,6% na comparação com maio e no financiamento de veículos o crescimento foi de 3%. Ao mesmo tempo, o estoque de crédito do cheque especial caiu 0,2%. Juntos, esses fatores - juro menor e opção pelas linhas mais baratas - explicam a queda do juro médio praticado em todo o mercado, diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. "Parece que as pessoas estão, finalmente, aprendendo a usar as linhas de crédito mais baratas. Se isso continuar, vai ser muito positivo", diz o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida. Apesar da explicação de Altamir, os dados distribuídos ontem mostram que o total de empréstimos tomados no cartão de crédito - a linha de crédito com o maior juro cobrado entre todas as linhas disponíveis nos bancos - subiu 0,7% na comparação com maio.