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Cuiabá MT, Quarta-feira, 29 de Junho de 2022

ECONOMIA
Sexta-feira, 17 de Junho de 2022, 07h:58

PRODUÇÃO DE MT

Indústria tem perdas, mas acumulado no ano é positivo ante 2021

Apesar da luz de alerta sobre o ritmo industrial, setor contabiliza bons resultados em outros indicadores

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Divulgação

A produção industrial mato-grossense apresentou a maior variação negativa mensal do País, -4,7%, na passagem de março para abril deste ano.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), do IBGE.

Na média nacional, o setor cresceu 0,1%, na mesma comparação.

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Apesar da luz de alerta sobre o ritmo industrial em Mato Grosso, o setor segue contabilizando bons resultados em outros indicadores de desempenho.

Na comparação entre abril deste ano ante abril do ano passado, há uma evolução anual de 15,7%, a segunda maior do período, atrás apenas do registrado na Bahia, 22% e na contramão do País, -0,5%.

Já em relação ao acumulado do primeiro quadrimestre, a performance das indústrias mato-grossenses volta a ocupar o topo do ranking nacional com a maior expansão: 23,1%, alta frente o que havia sido contabilizado em igual intervalo do ano passado. No País a média foi de -3,4%.

Em alta, de janeiro a abril, estão os setores de produção de alimentos, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e bebidas, que no Estado pontuam altas de 11,9%, 2,90% e de 2%, respectivamente, na comparação anual de janeiro a abril.

Conforme o IBGE, os destaques do mês de abril foram Rio de Janeiro (5,9%), Santa Catarina (3,3%) e Bahia (3%), com as maiores expansões na produção. Pernambuco (2%), Pará (1,9%), Região Nordeste (1,5%) e Rio Grande do Sul (0,5%) também registraram avanços mais intensos que a média nacional, com o estado do Amazonas (0,1%) completando o conjunto de locais com índices positivos em abril de 2022.

“Esse crescimento tímido em abril se deve a fatores como a inflação elevada, a baixa massa de rendimento, que reduzem o consumo das famílias, o encarecimento das matérias-primas e o desabastecimento de insumos. Tudo isso recai diretamente sobre a cadeia produtiva, diminuindo o ritmo da produção industrial”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.


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