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Cuiabá MT, Quarta-feira, 29 de Junho de 2022

ECONOMIA
Sábado, 07 de Maio de 2022, 08h:48

COMBUSTÍVEIS

Gasolina é preferida em MT; etanol despenca por mais um mês

A disparada de preços do biocombustível afugenta consumidor, que migra para o derivado de petróleo

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Reprodução
O derivado de petróleo, mesmo sendo até um real mais caro que o derivado da cana nas bombas, teve a demanda ampliada em quase 30%

No primeiro trimestre deste ano, o consumo de combustíveis em Mato Grosso cresceu 5,3%, na comparação anual com mesmo momento do ano passado.

O consumo no Estado somou 1,39 bilhão de litros, ante 1,32 bilhão de litros, na mesma comparação anual.

Apesar do saldo positivo, o etanol hidratado segue em queda livre na preferência do consumidor.

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Conforme balanço divulgado no final da semana passada, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a alta foi sustentada pela demanda da gasolina e do óleo diesel, já que o etanol hidratado segue perdendo a preferência dos mato-grossenses, fechando o período com queda de 19%.

A disparada de preços do biocombustível tem afugentado o consumidor, que está migrando para gasolina.

O derivado de petróleo, mesmo sendo até um real mais caro que o derivado da cana nas bombas, teve a demanda ampliada em quase 30%, no mesmo período de comparação.

Ainda que relação 70/30 seja favorável financeiramente ao etanol, a diferença de percentuais vem sendo mínima, levando o consumidor a optar pela gasolina.

Conforme a ANP, o preço médio do litro do etanol no Estado fechou março com o maior valor para o mês dentro da série da Agência para Mato Grosso: R$ 4,608.

O apurado é 16,80% do que a média de março de 2021 em R$ 3,945.

Muitos motoristas passaram a calcular o rendimento dos veículos na ponta do lápis e essa mudança de comportamento fez com que a gasolina somasse vendas de 165,66 milhões de litros no primeiro trimestre, no Estado, 29,4% a mais quando comparada com o mesmo período do ano passado.

No etanol, o movimento contrário revela que as vendas de janeiro a março desse ano foram de 181,47 milhões de litros, 19% a menos em relação ao mesmo momento do ano passado quando foram 224,19 milhões de litros.

O óleo diesel registrou incremento de consumo em 8,2%, passando de 901,20 milhões de litros para atuais 975,01 milhões de litros no primeiro trimestre.

No Brasil, o consumo somou 33,10 bilhões de litros, volume praticamente em linha com o apurado pela ANP, nos três primeiros meses de 2021.


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