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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 02 de Junho de 2001, 13h:04

FCO-EXPORTAÇÃO

Empresário está mal informado

A falta de informação de empresários de Mato Grosso pode extinguir uma linha de crédito destinada a estimular a exportação. O Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) Empresarial - Programa de Incentivo à Exportação - foi criado em 99, mas nenhum financiamento destinado ao mercado internacional foi solicitado a esta linha de crédito. “Apesar da orientação da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração, o empresário continua mal informado sobre essa linha de crédito”, avaliou o secretário Carlos Avalone. A Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração é responsável pela aprovação de cartas consulta que pleiteiam financiamento pelo fundo. O FCO exportação financia qualquer tipo de operação ao exterior, desde produtos agrícolas, industrializados até serviços prestados, que é um dos setores em expansão nos últimos tempos. Podem requisitar o crédito firmas individuais e limitadas. O teto financiado por tomador é de R$ 6,4 milhões. O limite por grupo econômico é de R$ 9,6 milhões. Esses valores atendem a pequenas e grandes empresas, mas principalmente a essas últimas que contam com pequeno capital de giro para atuar no mercado internacional. O prazo de pagamento é de 12 anos e a carência de três anos. O Conselho Deliberativo (Condel), que é responsável por avaliar a eficácia do fundo, deve extinguir a linha FCO exportação em 2002 caso não sejam registradas operações de crédito neste ano. “O empresário reclama muito da falta de capital de giro. Há recursos que estão sendo oferecidos a eles, mas ninguém está se habilitando a utiliz-los”, comenta subsecretário de Comércio Exterior Ary Wojcik. Apesar do crescimento das exportações de Mato Grosso, que neste primeiro quadrimestre apresentou aumento de 44,18%, existem pequenas empresas no mercado que não têm fôlego suficiente para produzir e levar suas mercadorias até aos portos ou outros meios de exportação. Elas estão fora do mercado internacional, diminuindo suas possibilidades de negócios e limitando o mercado comprador de seus produtos. Dependendo do setor em que atuam, micro e pequenas empresas amargam o tempo médio de até 50 dias para realizarem a produção e o escoamento as mercadorias até os portos capacitados. O empresário apenas vai receber por esse trabalho uma semana depois de embarcar o produto, o que o acaba por tornar inviável a exportação para empresas com pequeno capital giro. “O FCO exportação se torna ideal para essas empresas”, sustenta Avalone.

Edição edição 16957




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