O dólar à vista inverteu o sinal de alta para baixa logo após o Banco Central (BC) comprar, em leilão ontem à tarde, cerca de US$ 1,1 bilhão. No fechamento, o pronto estava na cotação mínima do dia na roda da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e no balcão, em queda de 0,05%, a R$ 1,952 - menor taxa desde janeiro de 2001, quando chegou a R$ 1,949). Analistas nacionais e estrangeiros dão como certa a continuidade do dólar abaixo de R$ 2 por um longo período. Para o consultor e economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o dólar deve continuar abaixo de R$ 2 "até onde a vista alcança ou seja, nos próximos dois anos". "Estamos muito distantes de sermos os únicos a sugerir que R$ 1,90 é um alvo mínimo nos próximos meses, se não semanas", disse o estrategista do Royal Bank of Scotland, Alan Ruskin. A troca de sinal do dólar acompanhou a recuperação momentânea das Bolsas em Nova York e São Paulo durante à tarde, após a realização de lucros vista pela manhã e também perto do fim dos negócios.