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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 17 de Março de 2007, 12h:24

ENERGIA

Deflação para o setor não está descartada em 2006

Os reajustes das tarifas de energia elétrica no ano passado foram os menores nos últimos anos, só ficando acima dos registrados em 1998, quando os aumentos atingiram 5,37%. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o aumento médio em 2006 atingiu 5,98% em relação à média de 2005, quando atingiram 19,93%. Em 2004, os aumentos somaram 18,07%, em 2003 atingiram 16,85% e 16,41% em 2002. Ao longo dos quatro anos do governo Lula, os aumentos acumularam variação de 75,34%, bem acima dos 49,5% contabilizados nos quatro anos anteriores. A tarifa média de energia elétrica no país em 2006 ficou em R$ 250,83 por MW/h, incluindo os consumidores industriais, residenciais, rural e governo. Os técnicos do setor estão prevendo que a tendência para 2007 é de que as tarifas tenham reajustes menores do que no ano passado e não descartam até uma deflação este ano. No processo de revisão das distribuidoras Coelce (Ceará) e da Ampla (Rio de Janeiro) já houve um primeiro sinal. A Aneel reduziu em 6,7% as tarifas da Coelce e em 5,0% as da Ampla. As duas distribuidoras tinham tarifas bem acima da média nacional, com a Ampla registrando tarifa residencial de R$ 359 73 por MW/h e a Coelce com R$ 368,05 (após a redução). No final do ano passado, a tarifa média residencial no País estava em R$ 294,91 por MW/h, pelos dados da Aneel. A redução foi viabilizada por três fatores, conforme técnicos da Aneel. Um dos aspectos mais relevantes foi a redução do chamado "risco Brasil", que barateou o custo de capital para as empresas do setor.

Edição edição 16957




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