ECONOMIA
Sábado, 08 de Agosto de 2009, 12h:28
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IUNI/UNIC
Crise financeira adia os projetos do Grupo
Restrição ao crédito e alta na inadimplência mudaram as ações
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Depois de um ótimo 2008, quando o grupo adquiriu nove unidades em sete cidades do Centro-Oeste seis das quais em Mato Grosso o Iuni Educacional, 8º maior grupo privado de ensino superior do Brasil, decidiu colocar o pé no freio e adiar seus planos de investimentos em novas aquisições que haviam sido anunciadas para 2009. O motivo foi a crise financeira mundial, que restringiu o crédito e decretou taxas de juros elevadas ao setor privado. Adiamos [os investimentos] por causa das dificuldades de acesso ao crédito e porque o dinheiro no mercado ficou muito caro, explicou o diretor regional do Iuni, Orlando Júnior. No ano passado, ao comemorar 20 anos, a Unic anunciou a criação do Iuni Educacional, que congrega 19 instituições de ensino superior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Para 2009 estavam previstas três aquisições. O montante dos investimentos assim como o nome das cidades que iriam abrigar os novos empreendimentos este ano não foi revelado pela instituição. Vamos aguardar o momento certo para tirar estes projetos da gaveta e retomar os investimentos, acentuou o executivo, que destaca a boa tolerância do grupo frente à crise. Os nossos cuidados com a saúde financeira do grupo nos permitem atravessar a crise sem maiores sobressaltos, garantiu. Segundo ele, mais de 60% da receita total do Iuni Educacional, algo em torno de R$ 170 milhões, correspondem a gastos com pessoal educadores, funcionários da área administrativa, prestadores de serviços e outros. No entanto, não tivemos nenhum atraso e mantivemos todos os compromissos em dia. Isso permite tranqüilidade aos nossos 2,5 mil educadores. O grupo também não foi obrigado a fazer grandes enxugamentos por conta da crise. Fizemos algumas alterações, sim, mas para a melhoria e fortalecimento da equipe de colaboradores. No total, foram demitidos 50 educadores. Já contratamos 30 novos profissionais e esperamos repor o quadro com professores de alto nível na instituição, frisou ele. Para Orlando Júnior, essas demissões são normais dentro de instituições de ensino superior. O que houve, na verdade, foi uma rotatividade que nos permitirá oferecer um ensino de melhor qualidade à comunidade acadêmica, enfatizou. INADIMPLÊNCIA A crise econômica refletiu de várias formas no setor educacional. Além da crise de liquidez que atrapalhou os planos do Iuni, a instituição se ressente também do aumento da taxa de inadimplência. Historicamente, a inadimplência sempre girou em torno de 30%. Agora esta taxa aumentou para 40%, conta Orlando Júnior. Segundo ele, no período da rematrícula, a taxa de inadimplência cai para 15%. Mas entre 6,5% e 7% da receita bruta do grupo acabam perdidos anualmente por conta do não pagamento das mensalidades atrasadas, aponta o executivo.