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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 08 de Agosto de 2009, 12h:28

IUNI/UNIC

Crise financeira adia os projetos do Grupo

Restrição ao crédito e alta na inadimplência mudaram as ações

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Depois de um ótimo 2008, quando o grupo adquiriu nove unidades em sete cidades do Centro-Oeste – seis das quais em Mato Grosso – o Iuni Educacional, 8º maior grupo privado de ensino superior do Brasil, decidiu colocar o “pé no freio” e adiar seus planos de investimentos em novas aquisições que haviam sido anunciadas para 2009. O motivo foi a crise financeira mundial, que restringiu o crédito e decretou taxas de juros elevadas ao setor privado. “Adiamos [os investimentos] por causa das dificuldades de acesso ao crédito e porque o dinheiro no mercado ficou muito caro”, explicou o diretor regional do Iuni, Orlando Júnior. No ano passado, ao comemorar 20 anos, a Unic anunciou a criação do Iuni Educacional, que congrega 19 instituições de ensino superior no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Para 2009 estavam previstas três aquisições. O montante dos investimentos – assim como o nome das cidades que iriam abrigar os novos empreendimentos este ano – não foi revelado pela instituição. “Vamos aguardar o momento certo para tirar estes projetos da gaveta e retomar os investimentos”, acentuou o executivo, que destaca a boa tolerância do grupo frente à crise. “Os nossos cuidados com a saúde financeira do grupo nos permitem atravessar a crise sem maiores sobressaltos”, garantiu. Segundo ele, mais de 60% da receita total do Iuni Educacional, algo em torno de R$ 170 milhões, correspondem a gastos com pessoal – educadores, funcionários da área administrativa, prestadores de serviços e outros. “No entanto, não tivemos nenhum atraso e mantivemos todos os compromissos em dia. Isso permite tranqüilidade aos nossos 2,5 mil educadores”. O grupo também não foi obrigado a fazer grandes enxugamentos por conta da crise. “Fizemos algumas alterações, sim, mas para a melhoria e fortalecimento da equipe de colaboradores”. No total, foram demitidos 50 educadores. “Já contratamos 30 novos profissionais e esperamos repor o quadro com professores de alto nível na instituição”, frisou ele. Para Orlando Júnior, essas demissões são normais dentro de instituições de ensino superior. “O que houve, na verdade, foi uma rotatividade que nos permitirá oferecer um ensino de melhor qualidade à comunidade acadêmica”, enfatizou. INADIMPLÊNCIA – A crise econômica refletiu de várias formas no setor educacional. Além da crise de liquidez que atrapalhou os planos do Iuni, a instituição se ressente também do aumento da taxa de inadimplência. “Historicamente, a inadimplência sempre girou em torno de 30%. Agora esta taxa aumentou para 40%”, conta Orlando Júnior. Segundo ele, no período da rematrícula, a taxa de inadimplência cai para 15%. “Mas entre 6,5% e 7% da receita bruta do grupo acabam perdidos anualmente por conta do não pagamento das mensalidades atrasadas”, aponta o executivo.

Edição EDIÇÃO 16958




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