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ECONOMIA
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2004, 20h:56

CEMAT

Consumo está acima do esperado

O calor e a baixa umidade do ar, elevaram para 19,4% o consumo somente na classe residencial

MARIANNA PERES
Da Editoria
O consumo de energia elétrica aumentou no Estado com o período de estiagem. De acordo com levantamento da Cemat, concessionária estadual de energia, o forte calor e a baixa umidade relativa do ar, elevaram, em média, para 19,4% o consumo estadual somente na classe residencial. Cerca de 80%, dos 740 mil clientes da Empresa são residenciais e somam 595 mil. Ao todo, a média de expansão do consumo em Mato Grosso, durante o mês passado foi de 10,8%, se comparado ao mês de junho, considerado normal pela Cemat e que serve de referencial para o comparativo de consumo. Segundo o gerente de Mercado da Cemat, Vagner Gentil, o percentual da classe residencial ficou acima do esperado, que era de cerca de 16%, a exemplo do que foi contabilizado no mesmo período de 2003. "Até o ano passado o pico era verificado em outubro, mês subsequente ao consumo alto, que tradicionalmente era observado durante setembro, mas neste ano, de maneira atípica, desde o final de agosto o calor está intensificado e o fornecimento elevado", explica. As projeções são de que este mês a demanda elevada por energia ainda seja registrada, pois as chuvas estão previstas somente a partir da segunda quinzena. "Com o faturamento parcial do mês de outubro ainda observamos a manutenção do consumo elevado e creio que o percentual de aumento será mantido neste mês", frisa Gentil. Todas as seis regionais da Cemat registraram variação ascendente no consumo, se comparados a junho, um mês considerado de consumo regular, distante do período de seca. Na regional Metropolitana, que engloba 11 municípios da baixada cuiabana, o fornecimento de energia aumentou 29,64%, passando de 33,6 mil Megawatts/hora (Mw/h) em junho, para 43,6 mil Mw/h. A segunda regional com maior demanda de energia foi a de Cáceres, com aumento de 20,45%, seguida de Rondonópolis com elevação de 17,09%, Tangará da Serra com 13,96%, Barra do Garças com 9,73% e Sinop com 7%. Ao todo, todas as regionais passaram de um consumo de 86 mil Mw/h em junho, para 102,7 mil Mw/h em setembro. Mas, Gentil destaca que em função da alta temperatura, o consumo também foi aumentado na classe comercial, que possui 67 mil clientes. Em todo Estado a demanda por energia passou de 61,2 mil Mw/h para 68,8 mil Mw/h, acréscimo de 12,48%. Outro efeito deste período seco foi registrado no campo, onde a escassez de chuvas implica no uso freqüente de sistemas de irrigação. Em comparação com junho, o consumo de setembro aumentou 33,9%, passando de 31,5 mil Mw/h para 42,2 mil Mw/h. Neste segmento de consumidores há uma inversão no volume de demanda. A regional de Rondonópolis foi a que mais registrou aumento. O consumo na zona rural cresceu 60,9%, em junho foram faturados 10,4 mil Mw/h e em setembro 16,7 mil Mw/h. A pujança do agronegócio revela que além da regional de Rondonópolis, as de Barra do Garças, com aumento de 38,5% e a de Tangará da Serra com 32,6%, foram as que mais contribuíram com a elevação do consumo estadual nesta classe. As regionais de Sinop, Cáceres e a Metropolitana, registaram 14,13%, 4,91% e 9,92%, respectivamente. "O pico sazonal nestes segmentos é sempre motivado pela intensificação e continuidade do uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado e uso dos sistemas de irrigação", explica Gentil. TENDÊNCIAS - Gentil revela que na classe residencial, as unidades consumidoras da classe média e alta, registram elevação de até 50%, na baixada cuiabana. o histórico da Concessionária revela um pequeno pico no consumo durante os meses de março e abril, que apesar de úmidos, são quentes, e em contrapartida, um decréscimo no gráfico de consumo durante o mês de junho, já com temperaturas mais amenas, novembro e dezembro em função da férias.

Edição edição 16957




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