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Cuiabá MT, Sábado, 22 de Janeiro de 2022
ECONOMIA
Terça-feira, 04 de Janeiro de 2022, 00h:00

ALIMENTOS BÁSICOS

Cesta básica de Cuiabá fecha ano com alta anual de 8%

Da Reportagem
Divulgação
Pesaram sobre o orçamento das famílias alimentos essenciais como feijão (+45%), óleo de soja (+34%), açúcar (+33%), a carne (+30,66%) e o pão francês (+15%)

Em dezembro de 2020, a cesta básica de Cuiabá rompeu a casa dos R$ 600 e veio ao longo de 2021 registrando significativas variações mensais, mas se consolidando nesse novo patamar de preços. O valor médio atual do conjunto de alimentos – dezembro de 2021 -, em R$ 650,77, além de recorde em toda série histórica local, é 8% maior se comparado a igual momento do ano passado, quando o valor médio encontrado na Capital era de cerca de R$ 602,42.

Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que na passagem de novembro para dezembro houve variação, com a cesta passando de R$ 647,93 para atuais R$ 650,77, um dos maiores valores registrados no País.

O peso sobre o orçamento das famílias pode ser avaliado sobre o percentual do salário mínimo dispensado para aquisição de uma cesta básica, na Capital. Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em 2021, mais de 55% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos.

Dos 13 itens que integram a cesta básica – carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, óleo e manteiga – todos registraram variação ao longo do ano, especialmente àqueles diretamente vinculados ao dólar, como as commodities.

“Ainda sob os efeitos da pandemia de Covid-19, 2021 iniciou com expectativa da vacinação ser o fator crucial para a retomada da atividade econômica. Contudo, o lento avanço da vacinação no Brasil, e as novas variantes, prejudicaram esta recuperação. O dólar permaneceu em patamares elevados, com média de R$ 5,38/US$ no ano, o que impulsionou as exportações, que exibiram recorde anual. Ainda, com a alta dos preços de vários alimentos e de insumos das indústrias, os produtos nas gôndolas dos supermercados e nas fábricas dispararam, o que gerou uma inflação de 10,74% em 12 meses, até novembro, acima da meta fixada pelo governo federal”, explicam os analistas.

O conjunto de alimentos é formado por 13 itens básicos que são suficientes para alimentação de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, por 30 dias.

PROJEÇÕES – Conforme os técnicos do Imea, em 2022 a inflação e a taxa Selic devem continuar em altos patamares. Historicamente o dólar em anos eleitorais é mais volátil, devido às perspectivas de mercado quanto aos candidatos à presidência e suas agendas políticas. O Banco Central estima que 2022 finalize com câmbio de R$ 5,55/US$, menor que o valor atual. No que tange ao PIB, o Ministério da Economia prevê crescimento de 2,10%, pautado pela retomada da atividade econômica e controle da pandemia. Apesar de baixo, é maior que as previsões do mercado, de 0,50%. “Um desafio a ser vencido será a inflação, que já é projetada em 5,02% pelo mercado, enquanto o governo estima alta de 3,50%, além do maior déficit fiscal”.

 


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