Apesar do aumento dos combustíveis e dos reflexos da crise de energia na inflação, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, acredita que o problema é passageiro. "Com certeza estamos preocupados. Mas é isso; uma inflação que parecia que ia para 4,5 (no ano) agora vai para 5,5%, talvez. Esse aumento só vai existir enquanto houver escassez de energia", afirmou Fraga. "Nós nos colocamos de sobreaviso para que esse aumento, que é temporário, e outros advindos da taxa de câmbio, que também podem ser de natureza temporária, ou não repetitivo, não se perpetuem", afirmou. Na opinião do presidente do BC não há nenhum interesse e nenhuma razão para uma desaceleração da economia. Segundo ele, o melhor que se pode fazer é trabalhar para isolar os fatores que estão contribuindo para o aumento da inflação e do câmbio, ainda neste ano, para não contaminar 2002 e o futuro. "Nós temos condições de fazer isso, mas vamos ter que trabalhar duro", afirmou.