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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

Colunistas
Sábado, 02 de Junho de 2001, 18h:04

ADILSON LOPES

Por baixo

Para todos Ninguém, mas ninguém mesmo, está acima de qualquer suspeita ou do bem e do mal. Assim, a deputada Serys Slhessarenko (PT), como ser humano normal, também está sujeita ás leis e regras que valem para todos. Devagar Agora, peralá! Alguém neste Mato Grosso, em sã consciência e no pleno gozo das faculdades mentais, acreditou, por um momento que fosse, nas “denúncias” divulgadas, dias atrás, contra a deputada petista? Outro lado O jornal “A Gazeta” pode até ter publicado as tais “denúncias” em nome da isenção, isonomia e imparcialidade, como afirmou. Mas há um contraditório: procurou ouvir a versão da deputada? Ela nega. Aceitável Noves fora este aspecto – importante e relevante, dos pontos de vista ético, jornalístico e moral – a publicação da matéria, mesmo que encaminhada por carta anônima, é, no mínimo, aceitável. Inaceitável Inaceitável, também no mínimo, é o Grupo de Comunicação que engloba o jornal, exercer verdadeira pressão para que a deputada seja afastada da CPI da Compra de Votos, a qual preside. Com a devida vênia. Inconcebível Sem querer polemizar e, talvez, já o fazendo, impossível calar-se diante deste fato. Uma “denúncia”, praticamente inconsistente para não dizer insustentável, não pode ocasionar tal disparate. De Polícia Claro que, apesar de todas as características de fajuta, as “denúncias” têm que ser devidamente investigadas. Com o rigor e isenção necessários. Mas é, na verdade, caso de polícia. De política Como já reconheceu o deputado Emanuel Pinheiro, relator da CPI, o caso é mesmo de polícia. Enquanto caso de política, também deve ser investigado. E só neste caso, requer o afastamento da deputada. Correção Obviamente ninguém pode julgar a si próprio. A própria deputada já reconheceu isto publicamente e pediu afastamento da CPI quando estiverem em pauta denúncias contra ela. Isto é correto. Dever Sobre as denúncias de compra de votos contra processo em andamento, seja contra quem for, Serys tem, além do direito, o dever, agora mais que nunca, de ir até o fim. “Matchuque a quem matchucá”. Direito O vereador Sérgio Ricardo (PMN)– e poderia ser qualquer outro cidadão – também tem todo o direito de processar a deputada, como afirmou que fará. Até aí, uma prerrogativa inalienável do cidadão. Troco Aliás, a deputada Serys, também no seu direito, afirmou que já processou o vereador. Aí, além de caso de polícia, a refrega também passará a ser mais um caso de justiça. Mas, nada a ver com a CPI. Suspeito Querer afastar a deputada da CPI em razão de “denúncias” que sequer começaram a ser apuradas seria, para dizer pouco, suspeito, muito suspeito. A quem, afinal, interessaria o afastamento da parlamentar? Apoio Neste aspecto, inclusive, o presidente da Assembléia, deputado Humberto Bosaipo (PPS), já declarou, oficialmente, através “Nota de Apoio”, que todas as denúncias serão apuradas. Muito oportuno. Precedente Bosaipo lembrou a semelhança de denúncias contra membro da CPI do Narcotráfico, que se afastou quando seu próprio caso entrou na pauta dos trabalhos. É o mesmo procedimento que deve prevalecer agora. Destemor Se inocente, como proclama, o vereador Sérgio Ricardo terá todas oportunidades de ter esta condição realçada e valorizada pela CPI. Aliás, ele próprio tem dito que nada tem a temer da CPI. É isso aí! Pensado? Quanto à autoria da fita que contém às “denúncias” contra a parlamentar do PT, além de caso de polícia, há que também se ressaltar sua má qualidade técnica. Parece até caso pensado. Demais! Mais doloroso e comprometedor o caso se torna, quando se sabe que a denunciante da fita, Silvana Ramos, tem desequilíbrio mental, como a própria família dela admite. Haja canalhice para explorar isto! Aposta Tenho uma convicção. Querem apostar que, quando Silvana disser, se disser, o nome de quem fez a fita, o(s) acusado (s) vai usar exatamente este argumento para escapar do pega pra capar? Acompanhem. Amizade Apesar de tudo, comemora-se hoje o Dia da Amizade. Uma boa oportunidade para que todos os desafetos, ao menos, tentem rever suas divergências e conflitos. Na maciota é muito melhor e mais fácil. Nova tarifa Agora é oficial. Publicado o decreto do prefeito Roberto França que reajusta a tarifa do transporte coletivo de Cuiabá em 20%. Ainda hoje, os passes poderão ser adquiridos pelo preço antigo (R$ 1). De olho! Dói no bolso, é verdade, e como dói. Doerá menos porém se as exigências às empresas contidas no decreto do Prefeito forem cumpridas à risca. Aos usuários também cabe cobrar que se efetivem. Introdução Segundo o decreto, as empresas terão que introduzir no sistema – no povão já introduziram – 60 ônibus zerinho, sendo 30 deles com ar condicionado, abrigos e adequação da frota para deficientes físicos. Melhorias Tem mais: as empresas de ônibus terão ainda que ampliar e reformar a estação Bispo Dom José e construir o terminal do Porto para integração do sistema com o município de Várzea Grande. Pra já! Ao que entendi do decreto de Roberto França todas essas benfeitorias deverão ser implementadas ainda este ano. Não deixa de ser uma boa contrapartida. Daí a absoluta necessidade de sua concretização. Obrigação E há também um fato: se a nova tarifa é mesmo tão necessária, segundo as empresas e o reconhecimento da Prefeitura, as melhorias também o são. E obrigação das empresas. Nada mais, nada menos. Desligando A partir de amanh㠓fumo ni nóis”. O choque elétrico começa pra valer. Em vez de “relaxar e gozar”, neste estupro o melhor é desligar e apagar. Caia na rede, mas não Cemat (eh eh). Té mais! [email protected]

Edição edição 16957




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