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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

Colunistas
Sábado, 09 de Setembro de 2006, 13h:57

FEDERAÇÃO ESPÍRITA

Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos

LIÇÃO DO PERDÃO O que você faria se, de repente, por uma circunstância qualquer, você tivesse nas suas mãos a possibilidade de decidir a respeito do destino de uma pessoa que muito lhe prejudicou? Alguém que estendeu o manto da calúnia e destruiu o seu bom nome perante os amigos? Alguém que usurpou, com métodos desonestos, a sua empresa, fruto de seu labor de tantos anos? Alguém que tenha ferido brutalmente a um membro da sua família? Será que você lembraria da lição do perdão, ensinada por Jesus? Será que viriam à sua mente as palavras do Mestre Galileu: "bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia?" Recordaria a exortação a respeito de nos reconciliarmos ainda hoje com nosso adversário? A propósito, conta-se que um escravo tornou-se de grande valor para o seu senhor, por causa da sua honradez e bom comportamento. Desta forma, seu senhor o elevou a uma posição de importância, na qualidade de administrador de suas fazendas. Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos e mandou que o novo administrador os escolhesse. Disse, contudo, que queria os mais fortes e os que trabalhassem melhor. O escravo foi ao mercado e começou a sua busca. Em certo momento, fixou a vista num velho escravo. Apontando-o para o seu senhor, disse-lhe que aquele devia ser um dos escolhidos. O fazendeiro ficou surpreendido com a escolha e não queria concordar. O negociante de escravos acabou por dizer que se o fazendeiro comprasse vinte homens, ele daria o velho de graça. Feita a compra, os escravos foram levados para as fazendas do seu novo senhor. O escravo administrador passou a tratar o velho com maior cuidado e atenção do que tratava qualquer um dos outros. Levou-o para sua casa. Dava-lhe da sua comida. Quando tinha frio, levava-o para o sol. Quando tinha calor, colocava-o debaixo das árvores de cacau, à sombra. Admirado com as atenções que o seu antigo escravo dispensava ao velho escravo, seu senhor lhe perguntou por que fazia isso. Decerto deveria ter algum motivo especial: é teu parente, talvez teu pai? A resposta foi negativa. É então teu irmão mais velho? Também não, respondeu o escravo. Então é teu tio ou outro parente. Não tenho parentesco algum com ele. Nem mesmo é meu amigo. Então, perguntou o fazendeiro, por que motivo tens tanto interesse por ele? Ele é meu inimigo, senhor. Vendeu-me a um negociante e foi assim que me tornei escravo. Mas eu aprendi nos ensinamentos de Jesus que devemos perdoar os nossos inimigos. Esta é a minha oportunidade de exercitar meu aprendizado. *** O perdão acalma e abençoa o seu doador. Maior é a felicidade de quem expressa o perdão. O perdoado é alguém em processo de recuperação. No entanto, aquele que lhe dispensa o esquecimento do mal, já alcançou as alturas do bem e da solidariedade. Quando se entenda que perdoar é conquistar enobrecimento, o homem se fará forte pelas concessões de amor e compreensão que seja capaz de distribuir. Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de texto de autoria desconhecida, intitulado O escravo, e do cap. 18 da obra Trigo de Deus, do Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Franco.

Edição EDIÇÃO 16958




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