CIDADES
Segunda-feira, 04 de Dezembro de 2006, 21h:08
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TEMPORAIS
Volume de chuvas será maior este ano
A temporada de chuvas que está se iniciando no Estado deverá ocasionar várias precipitações neste mês, em Cuiabá, prosseguindo até março, de acordo com o 9º Distrito de Meteorologia (Dimet). A primeira chuva deste mês, que caiu no sábado, pode ser considerada uma das maiores de todo o ano. Ontem, a Defesa Civil Nacional emitiu um alerta comunicando a possível ocorrência de um temporal hoje em Mato Grosso e em outros sete estados. A incidência de descargas elétricas e de ventania não foi descartada. Agora, o período de chuvas começou, afirmou a diretora do 9º Dimet, Marina Padilha. Em um catálogo no qual o Distrito baseia-se, válido até 2010, a média de chuvas para o mês de dezembro em Cuiabá é de 193,5 milímetros. Até que saia o prognóstico de chuvas para o verão, por volta do dia 20, é essa a quantidade média de água esperada. Contudo, a primeira precipitação do mês já foi intensa, 66 milímetros, segundo o 9º Dimet, quase a metade do previsto. Em 2005, o registro da chuva mais forte no mesmo mês atingiu apenas 22, 3 milímetros. Cada milímetro corresponde a 1 metro quadrado de água precipitada, explicou Marina. Segundo ela, a quantidade de chuvas está dentro da normalidade para a época. Os principais atingidos nesse período do ano são os moradores dos arredores dos córregos e regiões alagadiças. Com a chuva de sábado, pontos de algumas avenidas, como a Prainha e a Miguel Sutil, ficaram intransitáveis, segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Cuiabá. A dona-de-casa Euraide Maria da Silva também foi vítima da chuva e contou que o estrago em casa só não foi maior porque as cinco pessoas que estavam presentes pegaram rodos e vassouras para tirar a água que entrava por bueiros da casa e da rua, próxima a um córrego. Ainda no Cohab Nova, a chuva alagou a escola estadual José Machado Neves da Costa. Segundo o funcionário Antônio Ferreira, o maior problema é o fato de que o local é propício para a procriação de escorpiões e camundongos, o que pode ocasionar danos, como a leptospiroes, para as 664 crianças que estudam na unidade. O diretor do colégio afirmou que buscará alternativas para evitar alagamentos. O coordenador da Defesa civil do município, Oscar Amélito, afirmou que as equipes da unidade estão em alerta e realizando a limpeza das bocas de lobo e também de córregos da Capital.