Domingos Iglesias ainda faz uma advertência em seu relatório alertando sobre a possibilidade de novos acidentes. Pede que a administração não ignore a influência da temperatura real nas áreas restritas de operação de combustíveis de baixo ponto de fulgor. E lembra que as empresas que fazem o transporte desse combustível devem rotineiramente verificar o funcionamento das válvulas de segurança de seus carros. Iglesias ainda pede que as válvulas dos reservatórios também passem por vistorias permanentes. Segundo assessoria de imprensa da Agência Nacional de Petróleo (ANP) as regras de armazenamento e transporte de combustível em aeroportos são estabelecidas pela Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e vistoriadas pela ANP quando apresentadas em forma de projetos de construção. Mas depois de instalados, seria de responsabilidade da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) verificar as condições de funcionamento e segurança. Segundo esclarecimento do setor de segurança da Infraero, no contrato de concessão da área de serviços, fica estabelecido que a responsabilidade da segurança no local é da empresa que desenvolverá ali alguma atividade. No caso da área onde ocorreu a explosão, a Petrobrás é a responsável perante a Infraero pela segurança. Porém, a responsável direta pelo acidente seria, de acordo com relatório da Defesa Civil, a empresa Santa Rita Distribuidora de Petróleo, que assumiu o serviço de transporte de combustível na área arrendada pela Petrobrás. Fora as responsabilidades de cada arrendador, o Departamento de Aviação Civil (DAC) deve fazer a verificação das condições de segurança dentro da área administrada pela Infraero uma vez por ano.(MO) LEIA TAMBÉM #LINK#43821#Defesa Civil aponta falhas em válvula como causa da explosão #LINK#43822#Petrobrás não se manifesta sobre o assunto #LINK#43824#Já são 73 dias sem explicações #LINK#43823#Vistorias devem ser feitas com freqüência