Termina à meia-noite deste sábado a 37ª edição do horário brasileiro de verão. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A medida é adotada todo ano pelo governo federal e tem por objetivo reduzir em até 5% a demanda de energia nas horas de pico. Fora a economia de energia, a medida também influencia a rotina dos brasileiros. Aqueles que acordam muito cedo têm a sensação de levantar antes do dia nascer. Outros reclamam que perdem uma hora de sono, se considerada a alteração da rotina ou aquilo que se chama de relógio biológico. Para a emprega doméstica Ana Nunes de Faria, o horário de verão é um incômodo, já que ela acorda às 5h30 da manhã. Além disso, ela diz que quando sai do trabalho, por volta das 17h, o sol ainda está muito forte. Vou pra casa cansada e sentindo muito calor. Parece que ainda são três horas da tarde, reclama. Esse não é o caso do auxiliar administrativo, Antônio Bosco Pereira. Ele diz que gosta do horário de verão porque, quando volta para casa do trabalho, às 19h, ainda está sol. Meu bairro é meio perigoso. Eu desço do ônibus e ando a pé. Como o sol ainda está lá, fica mais fácil. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, a conjugação de fatores, como a mudança de comportamento dos consumidores e o término do expediente de trabalho, ainda com luz natural, associado com o retardo do início da utilização da iluminação pública, reduz a coincidência do consumo de energia elétrica acarretando queda do consumo nos horários de pico. Mas essa economia geralmente não é sentida em pequenos consumidores residenciais. A Rede Cemat orienta que, mesmo acabando o horário de verão, alguns procedimentos contribuem para a redução do consumo e economia de energia, como a verificação do selo de economia de energia expedido pelo Inmetro/Procel. A manutenção periódica de aparelhos de ar-condicionado e geladeira também auxilia na economia. Lâmpadas incandescentes gastam dois terços a mais de energia do que as fluorescentes. Os monitores de computadores são os maiores responsáveis pelo consumo de energia. Gastam até quatro vezes mais que CPUs e impressoras.