A hanseníase é causada por um micróbio, o Mycobacterium leprae (o bacilo de Hansen), que ataca a pele e os nervos, principalmente dos braços e das pernas. A doença tem cura e, se descoberta precocemente e tratada de maneira adequada, não deixa seqüelas. Uma das formas de contágio é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase. Pessoas que tiveram casos na família e que foram tratados devem procurar a unidade de saúde para fazer uma avaliação, reforça o médico do PSF Novo Paraíso I, Werley Peres. Entre os principais sinais da hanseníase estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas em qualquer parte do corpo, lisas ou elevadas, caroços avermelhados ou castanhos, áreas da pele que não coçam, mas formigam e ficam dormentes, com diminuição da ausência da dor, de sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque. Outros sinais são engrossamento de certos nervos dos braços, pernas e pescoço, aparecimento de caroços ou inchaços, perda de pêlos nas manchas e perda dos cílios e sobrancelhas. O período de incubação varia de 2 a 7 anos. Por isso, qualquer mancha clara e com perda de sensibilidade na pele deve ser considerada suspeita de hanseníase e o portador deve procurar imediatamente uma unidade de saúde pública. (JD)