A permanência da Tut Transportes no sistema intermunicipal evitou que os trabalhadores realizassem manifestações ontem em Cuiabá e Várzea Grande. Se a Tut tivesse saído do sistema, o protesto seria inevitável, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres do Estado de Mato Grosso, Ledevino Conceição. Ledevino explicou que, com a saída da empresa, seriam mais 473 trabalhadores (entre ativos e afastados) desempregados. Embora, a maioria dos 650 ex-funcionários da Arara Azul e Garça Branca já tenha sido absorvida pela União Transportes e outras empresas que operam na Capital, como a Norte Sul, Age e Pantanal, a situação da categoria é preocupante. Os trabalhadores ainda aguardam o pagamento dos seus direitos trabalhistas e a ansiedade em receber é muito grande. Já temos casos de pais de famílias que estão passando necessidade. Está faltando alimento na casa de muito trabalhador, comentou. Amanhã (hoje), entraremos com ações para garantir o pagamento dos direitos dos trabalhadores, acrescentou. Ainda não há um cálculo do valor total das dívidas trabalhistas. Eles também reivindicam com urgência a liberação do FGTS e do seguro desemprego. (JD)