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CIDADES
Quarta-feira, 26 de Maio de 2010, 21h:42

SMS conhece problemas, afirma secretário-adjunto

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O secretário-adjunto de Saúde de Cuiabá, Euze Carvalho, disse ontem, em entrevista coletiva, que os problemas no Pronto-Socorro Municipal apontados pela vistoria do Conselho Regional de Medicina são de conhecimento da Secretaria de Saúde e que boa parte deles foi causada pela reforma pela qual passa o hospital. “O que o Conselho apresentou não é novidade. A Secretaria sabe desses problemas há muito tempo”, declarou. “Esperamos fazer algo para melhorar o atendimento assim que a reforma for inaugurada. Nós não estamos omissos quanto aos problemas”. De fato, alguns problemas são de conhecimento da Secretaria – e antes mesmo da reforma ter começado. Vistoria feita em setembro do ano passado pelo CRM apontou tubulações de esgoto abertas, buracos no teto e sujeira no Pronto-Socorro. Pouca coisa mudou desde então, pois esses mesmos problemas foram detectados na mais recente fiscalização do Conselho. O secretário afirmou que a prefeitura, ao começar a reforma do hospital, imaginava que a situação ficaria complicada, “porque nunca houve uma obra desse tamanho no hospital”, mas não soube explicar por que providências para evitar o atual caos em que se encontra o Pronto-Socorro não foram tomadas. O secretário Euze Carvalho rebateu a declaração do presidente do Conselho Regional de Medicina, Arlan de Azevedo Ferreira, de que a forma como as pessoas são tratadas no Pronto-Socorro se dá em condições subumanas e africanas: “Ele não deve conhecer a África”. Sobre a alegação do CRM de que o Pronto-Socorro não oferece condições mínimas de higiene, o secretário disse ser “normal um hospital ter picos de sujeira, isso pode varia muito durante o dia, oscilando no decorrer dos atendimentos” e que a Secretaria tem trabalhado para evitar esse tipo de ocorrência. A vistoria do CRM apontou que há um vazamento de água no teto do corredor que, pelo cheiro, presume-se que seja de esgoto. “Esse cano deve ter sido estourado pelas obras da reforma. Isso não poderia ter acontecido”, afirmou o secretário. Porém, ele não especificou quando isso será resolvido. Durante a entrevista, o secretário-adjunto explicou que a falta de leitos apontada pelo relatório da CRM também é ocasionada pela reforma, que “fez com que o espaço destinado ao atendimento ficasse pequeno para a demanda”. NOVO FLUXO – A partir da semana que vem, quando for inaugurada a reforma do Pronto-Socorro Municipal, o padrão de atendimento à população será alterado. O PS servirá como local de atendimento de urgência e emergência, onde os pacientes receberão o primeiro atendimento e, depois serão encaminhados para outros hospitais.

Edição EDIÇÃO 16958




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