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CIDADES
Quarta-feira, 11 de Julho de 2007, 21h:24

JUSTIÇA

Sílvia Shirata obtém habeas corpus

Decisão do Tribunal revoga prisão preventiva que havia sido decretada em maio pela juíza da 6ª vara criminal de Cuiabá, Suzana Guimarães

KEITY ROMA
Da Reportagem
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça concedeu ontem hábeas corpus em favor de Silvia Shirata, revogando a decretação de sua prisão preventiva, decretada em maio pela juíza da 6ª Vara Criminal de Cuiabá, Suzana Guimarães. A decisão é relativa a um recurso protocolado pelo advogado dela, João Gomes dos Santos, no processo em que Sílvia Shirata responde por porte ilegal de armas. Seu ex-marido, João Arcanjo Ribeiro, também é acusado pelo crime, mas o processo foi desmembrado. O defensor alegou que o decreto de prisão foi tardio demais e não poderia continuar vigorando. “Não é possível se dar uma ordem de prisão quatro anos depois do suposto crime”, argumentou Santos. Contudo, os desembargadores não trancaram a ação penal, conforme também solicitou o advogado. “Vamos ver o que é possível fazer com calma. Tentaremos derrubar esse processo no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, disse. Em 2002, a polícia encontrou um arsenal na residência de Sílvia e Arcanjo, quando deflagrou a Operação Arca de Noé. Desde 2003, Sílvia está vivendo no Uruguai, para onde foi a fim de se encontrar com o ex-marido. Ela chegou a ser detida no país, mas obteve liberdade. A suspensão da prisão preventiva não é o suficiente para que a ré volte ao Brasil, pois pesa contra ela uma condenação do STJ. A pena é de 25 anos, em regime fechado, por crimes de contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Nesse mesmo processo Arcanjo foi condenado a 37 anos de prisão. O advogado afirmou que ainda ontem comunicou a decisão do TJ à cliente e que ela não tem intenção de retornar ao Brasil. “Ela está vivendo bem por lá. Criando os dois filhos”, afirmou Santos. O hábeas corpus acatado ontem havia sido protocolado pelo defensor no início deste mês e seria realizado na quarta-feira passada, mas o pedido de vistas de um dos relatores da 2ª Câmara causou o adiamento.

Edição EDIÇÃO 16958




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