CIDADES
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006, 22h:07
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SALÁRIO DE PROFESSORES
Seduc e PGE anunciam pagamento até 22
Por força da decisão do TRT, favorecendo o pedido de 9 interinos, o Estado está se organizando para efetuar todos os cálculos e acertar os vencimentos
ALECY ALVES
Da Reportagem
Numa reunião com lideranças sindicais que antecipou o movimento de protesto marcado para o início da tarde, a secretária de Educação, Ana Carla Muniz, e o procurador Geral do Estado, João Virgílio Sobrinho, anunciaram para semana que vem o pagamento dos salários dos professores interinos. Entre os dias 20 e 22, informou Ana Carla, o governo pagará os professores contratados a partir de 1º de julho. Uma força tarefa marcada para os próximos cinco dias, incluindo o sábado e o domingo, trabalhará nos detalhes contratuais e produção da folha de pagamento. O anúncio foi feito à vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep), Cida Cortez, e a outros diretores da entidade. De acordo com a secretária, o impasse sobre o pagamento dos professores está sendo solucionado com base em uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A secretária e o procurador João Virgílio disseram que o governo estenderá aos mais de 3 mil professores, técnicos administrativos e o pessoal de apoio pedagógico a sentença do juiz Aguiomar Martins Peixoto, proferida em ação proposta por nove interinos. De acordo com Ana Carla Muniz, para fazer o pagamento, a Seduc já entrou em contato com a PGE, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Secretaria de Estado de Administração (SAD) para que juntas possam fazer as folhas suplementares. Nessa decisão, a Seduc não está levando em conta a confirmação de sentença do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE). Ambos consideram ilegais, a partir de denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPE), a contratação de professores durante o período eleitoral. Após o encontro na Seduc, diretores do Sintep se reuniram com representantes de escolares de diversos municípios para discutir medidas. Em entrevista coletiva, Cida Cortez disse que houve equívocos e falta de vontade política do Estado. Se sabia que os contratos estavam judicialmente declarados ilegais, por que mantiveram os professores em sala de aula?, questionou a sindicalista. Entre os que estão sem receber desde julho está a professora Maria José Moraes Paulo de Oliveira, da Escola Maria Elza, de Rondonópolis. Ela substituiu uma professora efetiva que saiu de licença médica porque caiu e fraturou a perna. E Inez Cristina de Oliveira, que foi contratada para ocupar a vaga de uma colega que tirou licença maternidade. A titular reassumiu a cadeira e Ignez continua sem receber.