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CIDADES
Segunda-feira, 12 de Março de 2007, 20h:32

EDUCAÇÃO

Professores de VG param na 2ª feira

Sem avanços trabalhistas desde 2004, categoria quer aumento de piso de R$ 600 para R$ 1,2 mil e pretende mobilizar comunidade escolar por pleitos

KEKA WERNECK
Da Reportagem
Greve, acampamento, ato público, debate com os pais, panfletagem. Professores da rede municipal de educação de Várzea Grande param no próximo dia 19, segunda-feira, por tempo indeterminado. Esta foi uma das deliberações da assembléia geral da categoria convocada para ontem, já que desde 2004 não há avanços. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), sub-sede de Várzea Grande, Maria Aparecida Cortez, a Cida, informa que a pauta de reivindicações inclui o aumento do piso de R$ 600 para R$ 1,2 mil. “O movimento sindical fez um estudo com base no orçamento do município e tem como provar que é possível este aumento”, defende a sindicalista. Outro ponto da pauta é a inclusão dos funcionários da Educação no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), como já ocorre em Cuiabá. A luta, de acordo com ela, é sobretudo pelo respeito e consideração com a categoria. Alguns professores da Educação Infantil ainda ganham salário mínimo. Há funcionários que para ganharem o mínimo tem que ter complementos. Na rede de Várzea Grande são para o Sindicato 1,1 mil professores e não mais que 600 funcionários. Para a prefeitura, este número chega a 2 mil, segundo o Sindicato. O Sintep vai cobrar uma explicação sobre onde estão os 300 que faltam. A assembléia aprovou um acampamento, ainda sem data definida. E uma passeata nos bairros. Cada professor sairá na sexta-feira que antecede a greve nas ruas próximas à escola com seus alunos, para sensibilizar a comunidade. E fará o debate com os pais. Até quarta-feira está previsto para chegar às escolas um calendário de atividades. O salário, como está, conforme a diretoria do Sintep, tem gerado um professor sobrecarregado, que trabalha em dois e até três lugares, não tem tempo para fazer leitura, nem preparar aulas com tranqüilidade. “É muito cansativo, porque a gente trabalha falando”, pontua o professor Tiaraju Rodrigues, de 29 anos. Ele dá aulas na Escola Municipal Rita Auxiliadora, que fica no bairro Jardim Independência, e Dirce Leite, no Jardim Itororó, ambos na periferia da cidade. Para Mitzi Vidal, de 40 anos, coordenadora da Escola Municipal Oscar Ribeiro, no bairro São Mateus, este acúmulo de funções interfere na organização pedagógica e provoca um pior desempenho dentro de sala de aula. “Se o ônibus aumentou, porque nosso salário não aumenta, se dependemos dos coletivos para chegar ao trabalho?”, indaga. O secretário municipal de Educação, Elismar Bezerra, diz que após receber oficialmente esta pauta de reivindicações, vai assentar para conversar com “transparência e objetividade” e atender às reivindicações da categoria “dentro do possível”.

Edição EDIÇÃO 16958




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